domingo, 27 de junho de 2010

EUA 1 x 2 Gana

Quando foram definidos os times deste chaveamento (Uruguai, Coréia do Sul, EUA e Gana), eu considerei a seleção americana a que tinha maior probabilidade de seguir adiante na Copa, tornando-se a zebra das semi-finais. Os EUA têm uma equipe limitada, porém eficiente e determinada, e, a meu ver, o gol da classificação, aos 45 minutos do jogo contra a Argélia, daria uma vontade extra à seleção americana. Vontade que faltou na partida de oitavas-de-final contra Gana.

Segundo jogo de mata-mata da Copa e segundo jogo que começa movimentado, com ambas as equipes buscando o gol (será que a 1a fase faz com que os times "escondam" seu melhor futebol?). Dessa vez, foi Gana que abriu o placar (aprenderam a fazer gol!), num erro de saída de bola da seleção americana.
Os EUA só perceberam que estavam disputando uma Copa do Mundo no 2o tempo, quando, logo no primeiro minuto, obrigaram o goleiro Kingson a fazer boa defesa. O merecido empate teve origem em uma excelente arrancada de Dempsey, que, após driblar John Mensah, foi derrubado na área por Jonathan Mensah. Donovan cobrou o pênalti lembrando Romário em 94: a bola chegou a bater na trave, mas entrou.
Gana e EUA fizeram um segundo tempo emocionante, obrigando os goleiros adversários a fazerem excelentes defesas, mas não houve alteração no placar, e a partida foi para a prorrogação, a primeira desta edição da Copa. Em geral, tempo extra significa dois times cansados tocando a bola de um lado para o outro, à espera dos pênaltis. Mas não foi isso que aconteceu ontem. Logo aos 3 minutos, Gyan, que havia feito os dois gols de pênalti nas partidas anteriores, recebeu lançamento longo de Ayew, se manteve de pé após a trombada de Bocanegra (que acabou ajudando na finalização) e soltou uma bomba pro fundo das redes, comemorando com aquela sua dancinha esquisita. E não é que Gana aprendeu mesmo a fazer gol?
Os EUA passaram o resto do jogo tentando levar a classificação para os pênaltis, sem sucesso. Até o goleiro Howard tentou marcar de cabeça (ou seria de mão) no último lance da partida. Mas a vitória foi mesmo ganense. Ou, poderíamos dizer, africana, já que todo os Estrela Negra têm o apoio do continente inteiro.

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