Eu gostaria de saber o que o time de Portugal foi fazer na África do Sul. Tenho a impressão de que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol virou para o Carlos Queiroz e disse: esqueça a classificação, esqueça melhorar o 4o lugar conquistado em 2006, vencer o Brasil ou até uma possível artilharia de Cristiano Ronaldo, sua missão é tirar a Costa do Marfim da Copa. Pois foi apenas isso o que Portugal fez no Mundial.
No 1o jogo, um 0 a 0 bem insosso contra os marfinenses. Parecia que os portugueses já planejavam golear a Coréia do Norte (tarefa q cabia ao Brasil, mas...), o que não foi muito difícil, para depois empatar com o Brasil, em outro 0 a 0, e tornar a classificação dos africanos quase impossível. Contra a nossa seleção, Portugal deve ter entrado em campo torcendo para que a Suíça ganhasse bem de Honduras e deixasse a Espanha com o 2o lugar de seu grupo, pois a equipe não fez o menor esforço para tentar ganhar de um Brasil desfalcado e completamente perdido em campo, com o objetivo de evitar o confronto com os espanhóis nas oitavas. E nem na fase de mata-mata os portugueses fizeram algum esforço, exceção feita ao excelente goleiro Eduardo, que, apesar de ter tomado seu primeiro e único gol na competição, impediu que Portugal sofresse uma goleada da atual campeã européia. Não à toa, Eduardo estava desolado ao final da partida, chorando copiosamente.
A seleção lusitana entrou em campo na 3a feira parecendo que estava ganhando de 2 a 0. Não disputava a bola, não marcava a saída de jogo espanhola e muito menos tentava atacar. Estavam todos os jogadores prostrados na entrada da grande área, impedindo que a Espanha tentasse chutar a gol. Tudo bem que Portugal não tem mais o time que foi vice-campeão europeu em 2004 e terminou a última Copa em 4o lugar, mas certamente tem um elenco muito melhor que o da Suíça. Não acho que a 3a colocação no ranking da Fifa faça jus ao atual time português, mas a seleção tem bons jogadores, como o já mencionado Eduardo, Simão, que fez uma excelente temporada no Atlético de Madri, Deco, que se machucou logo no primeiro jogo e ficou no banco durante o resto da competição, Tiago, Ricardo Carvalho e outros. Além de um craque, Cristiano Ronaldo, que, totalmente fora de sua posição, não pôde ser nesta Copa nem sombra do que foi no Manchester United durante anos ou no Real Madri na última temporada. O lateral direito Bosingwa e o ponta Nani, cortados por lesão, fizeram bastante falta, mas mesmo assim o plantel português era digno de uma campanha melhor no Mundial.
O problema de Portugal é o mesmo há anos: não tem um centroavante, um homem de referência na grande área, um bom finalizador, um atacante com faro de gol. Durante anos, esse homem foi o trivial Pauleta. Para se ter uma idéia de como o problema é grave, Pauleta, que nunca foi grande coisa, é o jogador com o maior número de gols pela seleção portuguesa. Ele foi um centroavante apenas razoável, porém nunca surgiu outro melhor para substituí-lo. Tiveram até que naturalizar o limitado Liédson, que nem no Flamengo do início dos anos 2000 conseguiu brilhar. Para solucionar esse problema, o técnico Carlos Queiroz optou por sacrificar seu melhor jogador, o responsável pela armação das jogadas de ataque e pelos lances mais criativos do time, o galáctico Cristiano Ronaldo, colocando-o isolado na frente, sem ninguém para passar-lhe a bola. Podem dizer que Ronaldo é mais midiático do que bom jogador, mas, apesar de toda a marra e todo o gel no cabelo milimetricamente (mal) cortado, o gajo é craque.
Não quero comparar o futebol de Messi com o de Ronaldo, pois acho que o argentino joga muito mais bola, mas, fazendo uma analogia entre os dois, Messi era muito criticado por não jogar na seleção o futebol que encantava o mundo nos jogos do Barcelona, o que também acontece com o português. No time espanhol, além de estar rodeado de outros craques, Messi atuava como gostava, solto, logo atrás do centroavante, primeiro pela direita e, recentemente, mais pela esquerda, armando as jogadas e, às vezes, finalizando também. Na Argentina, Alfio Basile e, posteriormente, Maradona, deixavam o Pulga isolado na frente. Messi sumia. Nesta Copa, Maradona percebeu que precisaria de Lionel Messi se quisesse ser campeão e decidiu deixar o atacante à vontade. Soltou-o no no meio do campo e deixou Tevez e Higuaín à sua frente, para receberem a bola e decidirem o jogo. Resultado: Messi, apesar de ainda não ter marcado, vem jogando um bolão, e Tevez e Higuaín já têm, juntos, 6 gols marcados.
Algo parecido acontece com Cristiano Ronaldo. No Manchester e, agora, no Real, Ronaldo joga servindo os homens de frente. Caindo mais pela direita, ele não tem a obrigação de jogar enfiado na grande área. Assim, o gajo fica mais solto e acaba até marcando mais gols (foi artilheiro do campeonato inglês na temporada 2007/8, com 31 tentos). Na falta de um finalizador competente, Queiroz despejou em Ronaldo a obrigação de ficar na frente, esperando a bola chegar para mandá-la em direção ao gol. Resultado: a bola não chegou, Cristiano só marcou uma vez (contra a fraquíssima Coréia do Norte, um gol esquisito, meio sem querer), e agora Portugal volta para casa após uma exibição vergonhosa contra a Espanha.
Já a Espanha tem centroavante de sobra. E meio-campista, e zagueiro... Se Fernando Torres não está bem (teve uma temporada recheada de contusões e passou por uma cirurgia pouco antes do Mundial) e não vem repetindo as ótimas atuações da Eurocopa, deixa que David Villa resolve. E se for melhor poupar Villa no fim do jogo, pode colocar Pedro, ou Llorente. Isso sem falar em Jesus Navas, que fez uma excelente partida contra Honduras, mas voltou a esquentar o banco.
Na última partida das oitavas-de-final, a Espanha nem tomou conhecimento do retrancado time de Portugal e partiu pra cima, fazendo uma bela exibição. Se o placar não foi mais dilatado, a culpa é do goleiro português, que deve estar até agora tentanto entender como foi que salvou alguns gols que certamente entrariam pra galeria dos mais bonitos do Mundial.
Xavi e Iniesta voltaram a mostrar em campo o entrosamento que têm no Barcelona. Sérgio Ramos teve novamente excelentes chances de gol (que pararam nas mãos de Eduardo), e Sérgio Busquets e Xabi Alonso rapidamente desfizeram qualquer tentativa portuguesa de se aproximar da meta espanhola. As melhores chances de gol de Portugal foram dois "quase frangos" de Casillas, um dos melhores goleiros do mundo, mas que estava meio desatento (por causa do tédio provocado pelo ataque português) e acabou assustando a torcida espanhola.
Depois de um primeiro tempo sem alteração no placar, apesar do bom futebol praticado pela Espanha, David Villa marcou o gol da vitória espanhola aos 18 da segunda etapa, em excelente troca de passes entre Iniesta, Llorente e Xavi, que deu de calcanhar para Villa finalizar. Eduardo ainda defendeu, mas Villa não desperdiçou o rebote. A Espanha continuou pressionando e Portugal continuou dormindo. Foi só nos 5 minutos finais da partida que Portugal pareceu acordar para o fato de que, na 2a fase da Copa, se você perder um único jogo, está eliminado. O time português ainda tentou empatar, mas já era tarde demais.
A Espanha melhora a cada partida. E começa a encantar. Seu próximo desafio é o fraco Paraguai, que, apesar de estar pela primeira vez nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo, parece ter esquecido o bom futebol apresentado nas eliminatórias. O time sul-americano protagonizou algumas das partidas mais chatas do Mundial até agora, contra a Nova Zelândia e contra o Japão (que eu não assisti, por motivos de força maior- e, por isso, não escrevo sobre - mas que, pelo que fiquei sabendo e pelo que pude ver nas mesas redondas dos canais de esporte, entra na lista dos jogos mais tediosos da História das Copas). Como em futebol tudo é possível, não vou contar antecipadamente com uma classificação espanhola para as semi-finais, mas posso dizer que um possível confronto entre Espanha e o vencedor de Alemanha x Argentina seria um daqueles jogos em que é melhor nem piscar.
Aproveito para fazer uma observação especial sobre as saídas de bola do goleiro Casillas. A Espanha tem alguns dos melhores jogadores de futebol da atualidade, que trocam passes com uma facilidade incrível. Aproveitando esse fato, Casillas está sempre repondo as bolas diretamente nos pés de seus companheiros, ao invés de chutá-la para a frente, sem direção nem objetivo. Casillas bate todos os tiros de meta e repõe todas as bolas defendidas em chutes curtos para os companheiros que estão por perto, que, por sua vez, vão tocando a bola de pé em pé até o campo de ataque. Isso é que é valorização da posse de bola. Jogando assim, a Espanha transforma toda defesa de Casillas em contra-ataque eficiente, mesmo que não rápido, e todo tiro de meta em perigo para o adversário. Como eu gostaria que Dunga e seus discípulos prestassem atenção nisso...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Brasil 3 x 0 Chile
O Brasil melhorou. Melhorou muito. Mas continua jogando mal. Para passar pela Holanda, ainda precisa melhorar muito mais. Tomara que o bom futebol holandês desperte o verdadeiro futebol brasileiro na nossa seleção.
Ramires entrou bem no lugar de Felipe Melo. Ok, ok... Qualquer um joga melhor que Felipe Melo, mas Ramires melhorou a qualidade do toque de bola no meio de campo do Brasil, que agora troca passes também na direção do gol adversário, e não só entre Lúcio, Juan, Gilberto Silva e Júlio César. Pena que tomou o segundo cartão amarelo, em sua segunda falta boba e desnecessária. Se não tivesse sido suspenso para as quartas-de-final, certamente voltaria como titular, independente da recuperação do nosso “volante-botineiro”. Agora é torcer para que a lesão de Felipe Melo não melhore até 6ª feira, e para que Dunga opte por Kleberson, e não Josué.
Daniel Alves continua perdido no meio de campo, mas um pouco menos que na partida anterior. Com a possível volta de Elano (que faz muita falta), faço coro para que Dunga finalmente se dê conta de que continuamos jogando com um homem a menos (Michel Bastos, cadê você?!) e reposicione nosso lateral direito reserva na lateral esquerda titular.
Kaká vem melhorando a cada partida e, se tiver oportunidade de jogar mais 3, certamente estará “tinindo” até o final da competição. Robinho e Luís Fabiano começaram a partida desatentos, errando passes bobos e finalizando mal. Mas logo se encontraram em campo e, com dois belos gols, se redimiram, porém ainda podem fazer mais.
Sobre Lúcio e Juan, novamente, sou só elogios. A defesa é o (único) ponto forte da nossa seleção. São dois dos melhores zagueiros do mundo e, por jogarem juntos na equipe nacional há muitos anos, perfeitamente entrosados. Até na hora do gol, quando Lúcio fez a proteção de Juan que, subindo desmarcado, tocou de cabeça para o funda da rede, após escanteio batido por Maicon. Particularmente, fiquei bastante emocionada com o primeiro gol do Brasil no jogo. Lembro do Juan estudando no mesmo colégio que eu e tendo que mudar para o turno da noite, em função dos treinos na equipe junior do Flamengo. Não nos conhecíamos, mas eu já era sua fã.
Hoje não vou nem comentar sobre a qualidade do Júlio César, que em momento algum teve seu gol realmente ameaçado pelo ataque chileno. É por isso também que não podemos dizer que o Brasil fez uma boa partida. Apesar de algumas boas jogadas, o Chile nunca demonstrou capacidade de desbancar a seleção pentacampeã mundial. No entanto, mesmo assim, tivemos dificuldade para vencer.
Na partida de hoje, o Brasil finalmente pôde realizar suas tão eficientes jogadas de contra-ataque. O segundo gol partiu de uma troca de passes excelente entre os homens de frente da seleção: Robinho arrancou e tocou para Kaká, que passou, na medida, para Luís Fabiano driblar o goleiro e fazer (outro) lindo gol. Já o terceiro foi fruto de uma jogada individual de Ramires, que arrancou driblando antes de tocar pra Robinho mandar pro gol.
Contra a Holanda, o Brasil certamente terá muitas oportunidades de contra-atacar, mas, enfrentando seu primeiro adversário de qualidade na Copa, terá que criar suas próprias jogadas, e não depender do rival para criar suas chances de gol. Até porque os ataques holandeses correm o risco de não nos proporcionar muitas oportunidades de contra-ataque, pois serão muito mais perigosos que os ataques norte-coreanos, marfinenses, portugueses ou chilenos foram até agora. Outro ponto (muito) preocupante será o duelo Robben x Michel Bastos. O atacante da seleção laranja é um dos melhores do mundo e, se tiver espaço, será extremamente perigoso. E espaço é o que não falta na faixa de campo em que o holandês atua e onde temos um jogador a menos. Na final da Liga dos Campeões da UEFA, Lúcio, Júlio César e Maicon conseguiram anular Robben, entretanto, naquela ocasião, Sneijder estava do lado deles.
O Brasil tem, nas quartas-de-final, sua grande oportunidade de finalmente deslanchar na competição (a Seleção não tem fama de jogar bem contra times bons e encontrar dificuldade contra times ruins?). Ou, ao menos, se despedir jogando um futebol digno da camisa amarela.
A não ser que a Espanha passe a jogar o futebol que a fez conquistar a última Eurocopa, os adversários da final devem sair dos confrontos Argentina x Alemanha e Holanda x Brasil. Vencer um duelo como esses fortalece qualquer equipe. É uma pena que apenas dois desses times continuem na competição. De qualquer maneira, serão dois jogaços imperdíveis.
Ramires entrou bem no lugar de Felipe Melo. Ok, ok... Qualquer um joga melhor que Felipe Melo, mas Ramires melhorou a qualidade do toque de bola no meio de campo do Brasil, que agora troca passes também na direção do gol adversário, e não só entre Lúcio, Juan, Gilberto Silva e Júlio César. Pena que tomou o segundo cartão amarelo, em sua segunda falta boba e desnecessária. Se não tivesse sido suspenso para as quartas-de-final, certamente voltaria como titular, independente da recuperação do nosso “volante-botineiro”. Agora é torcer para que a lesão de Felipe Melo não melhore até 6ª feira, e para que Dunga opte por Kleberson, e não Josué.
Daniel Alves continua perdido no meio de campo, mas um pouco menos que na partida anterior. Com a possível volta de Elano (que faz muita falta), faço coro para que Dunga finalmente se dê conta de que continuamos jogando com um homem a menos (Michel Bastos, cadê você?!) e reposicione nosso lateral direito reserva na lateral esquerda titular.
Kaká vem melhorando a cada partida e, se tiver oportunidade de jogar mais 3, certamente estará “tinindo” até o final da competição. Robinho e Luís Fabiano começaram a partida desatentos, errando passes bobos e finalizando mal. Mas logo se encontraram em campo e, com dois belos gols, se redimiram, porém ainda podem fazer mais.
Sobre Lúcio e Juan, novamente, sou só elogios. A defesa é o (único) ponto forte da nossa seleção. São dois dos melhores zagueiros do mundo e, por jogarem juntos na equipe nacional há muitos anos, perfeitamente entrosados. Até na hora do gol, quando Lúcio fez a proteção de Juan que, subindo desmarcado, tocou de cabeça para o funda da rede, após escanteio batido por Maicon. Particularmente, fiquei bastante emocionada com o primeiro gol do Brasil no jogo. Lembro do Juan estudando no mesmo colégio que eu e tendo que mudar para o turno da noite, em função dos treinos na equipe junior do Flamengo. Não nos conhecíamos, mas eu já era sua fã.
Hoje não vou nem comentar sobre a qualidade do Júlio César, que em momento algum teve seu gol realmente ameaçado pelo ataque chileno. É por isso também que não podemos dizer que o Brasil fez uma boa partida. Apesar de algumas boas jogadas, o Chile nunca demonstrou capacidade de desbancar a seleção pentacampeã mundial. No entanto, mesmo assim, tivemos dificuldade para vencer.
Na partida de hoje, o Brasil finalmente pôde realizar suas tão eficientes jogadas de contra-ataque. O segundo gol partiu de uma troca de passes excelente entre os homens de frente da seleção: Robinho arrancou e tocou para Kaká, que passou, na medida, para Luís Fabiano driblar o goleiro e fazer (outro) lindo gol. Já o terceiro foi fruto de uma jogada individual de Ramires, que arrancou driblando antes de tocar pra Robinho mandar pro gol.
Contra a Holanda, o Brasil certamente terá muitas oportunidades de contra-atacar, mas, enfrentando seu primeiro adversário de qualidade na Copa, terá que criar suas próprias jogadas, e não depender do rival para criar suas chances de gol. Até porque os ataques holandeses correm o risco de não nos proporcionar muitas oportunidades de contra-ataque, pois serão muito mais perigosos que os ataques norte-coreanos, marfinenses, portugueses ou chilenos foram até agora. Outro ponto (muito) preocupante será o duelo Robben x Michel Bastos. O atacante da seleção laranja é um dos melhores do mundo e, se tiver espaço, será extremamente perigoso. E espaço é o que não falta na faixa de campo em que o holandês atua e onde temos um jogador a menos. Na final da Liga dos Campeões da UEFA, Lúcio, Júlio César e Maicon conseguiram anular Robben, entretanto, naquela ocasião, Sneijder estava do lado deles.
O Brasil tem, nas quartas-de-final, sua grande oportunidade de finalmente deslanchar na competição (a Seleção não tem fama de jogar bem contra times bons e encontrar dificuldade contra times ruins?). Ou, ao menos, se despedir jogando um futebol digno da camisa amarela.
A não ser que a Espanha passe a jogar o futebol que a fez conquistar a última Eurocopa, os adversários da final devem sair dos confrontos Argentina x Alemanha e Holanda x Brasil. Vencer um duelo como esses fortalece qualquer equipe. É uma pena que apenas dois desses times continuem na competição. De qualquer maneira, serão dois jogaços imperdíveis.
Holanda 2 x 1 Eslováquia
A Holanda não vem jogando o futebol espetacular que encantou a muitos na Eurocopa 2008 e do qual seus muitos craques são capazes, mas é um dos times mais eficientes da Copa. Não joga bonito, mas joga bem (diferentemente do “não joga bonito, nem joga bem, mas vence” do qual o Dunga parece ser fã). Esta manhã, contra a Eslováquia, a Holanda teve total domínio do jogo, apesar de alguns excelentes chutes a gol por parte do adversário, em particular do artilheiro Vittek, para defesas sensacionais do goleiro holandês Stekelenburg.
A equipe laranja foi superior ao adversário durante os 90 minutos. Robben, mostrando-se totalmente recuperado da lesão muscular que quase o tirou do Mundial, abriu o placar num contra-ataque rápido, dando uma arrancada típica sua. A vitória magra deixava a Holanda tranqüila, e a Eslováquia ansiosa por empatar. Quando a equipe eslovaca partia pra cima da fraca defesa holandesa, o contra-ataque era rápido e perigoso, obrigando o goleiro Mucha a fazer excelentes defesas. Sneijder, Robben e Van Persie são extremamente rápidos e muito entrosados, dificilmente errando passes ou finalizações.
O ponto fraco da Holanda é a defesa. Van der Wiel, Heitinga e Mathijsen não inspiram confiança e, por duas vezes, cometeram o erro primário de marcar a bola ao invés do adversário. Resultado: chutes fortes à queima-roupa de Vittek para duas defesas espetaculares de Stekelenburg. Se a Eslováquia tivesse empatado, certamente mudaria o desenrolar da partida. Mas foi a Holanda que ampliou o placar.
Os jogadores holandeses trocam passes em toques de primeira e cobram rapidamente todas as faltas e os laterais que têm a seu favor. Se o adversário não estiver 100% atento, corre o risco de nem reparar que está sendo atacado. Foi o que aconteceu no final do 2º tempo, quando, após rápida cobrança de falta, Kuyt arrancou, tirou o goleiro do lance com uma cabeçada na bola e ainda teve a calma de decidir para quem tocar, deixando Sneijder de cara pro gol.
No último minuto, a defesa holandesa deu outra bobeada, e sobrou para Stekelenburg, que vinha fazendo uma partida impecável, parar Jakubko com falta dentro da área: pênalti e cartão amarelo para o goleiro. Vittek converteu a penalidade e alcançou Higuaín na artilharia.
A Eslováquia, uma das equipes mais fracas do torneio, fez bonito na Copa, indo mais longe do que o previsto graças à fragilidade do grupo em que caiu no sorteio, com Paraguai, Nova Zelândia e a combalida Itália. Já a Holanda ainda não encantou, mas vem jogando com uma eficiência que, até agora, só a Argentina também foi capaz – continuam sendo as duas únicas equipes com 100% de aproveitamento no torneio. A equipe holandesa ainda tem que melhorar a atenção na defesa e, principalmente, o posicionamento dos zagueiros, mas está convidada a vir ao Brasil ensinar nossos jogadores a tocar a bola rapidamente e sempre na direção do gol.
A equipe laranja foi superior ao adversário durante os 90 minutos. Robben, mostrando-se totalmente recuperado da lesão muscular que quase o tirou do Mundial, abriu o placar num contra-ataque rápido, dando uma arrancada típica sua. A vitória magra deixava a Holanda tranqüila, e a Eslováquia ansiosa por empatar. Quando a equipe eslovaca partia pra cima da fraca defesa holandesa, o contra-ataque era rápido e perigoso, obrigando o goleiro Mucha a fazer excelentes defesas. Sneijder, Robben e Van Persie são extremamente rápidos e muito entrosados, dificilmente errando passes ou finalizações.
O ponto fraco da Holanda é a defesa. Van der Wiel, Heitinga e Mathijsen não inspiram confiança e, por duas vezes, cometeram o erro primário de marcar a bola ao invés do adversário. Resultado: chutes fortes à queima-roupa de Vittek para duas defesas espetaculares de Stekelenburg. Se a Eslováquia tivesse empatado, certamente mudaria o desenrolar da partida. Mas foi a Holanda que ampliou o placar.
Os jogadores holandeses trocam passes em toques de primeira e cobram rapidamente todas as faltas e os laterais que têm a seu favor. Se o adversário não estiver 100% atento, corre o risco de nem reparar que está sendo atacado. Foi o que aconteceu no final do 2º tempo, quando, após rápida cobrança de falta, Kuyt arrancou, tirou o goleiro do lance com uma cabeçada na bola e ainda teve a calma de decidir para quem tocar, deixando Sneijder de cara pro gol.
No último minuto, a defesa holandesa deu outra bobeada, e sobrou para Stekelenburg, que vinha fazendo uma partida impecável, parar Jakubko com falta dentro da área: pênalti e cartão amarelo para o goleiro. Vittek converteu a penalidade e alcançou Higuaín na artilharia.
A Eslováquia, uma das equipes mais fracas do torneio, fez bonito na Copa, indo mais longe do que o previsto graças à fragilidade do grupo em que caiu no sorteio, com Paraguai, Nova Zelândia e a combalida Itália. Já a Holanda ainda não encantou, mas vem jogando com uma eficiência que, até agora, só a Argentina também foi capaz – continuam sendo as duas únicas equipes com 100% de aproveitamento no torneio. A equipe holandesa ainda tem que melhorar a atenção na defesa e, principalmente, o posicionamento dos zagueiros, mas está convidada a vir ao Brasil ensinar nossos jogadores a tocar a bola rapidamente e sempre na direção do gol.
Argentina 3 x 1 México
À primeira vista, era fácil adivinhar o resultado da partida: a Argentina eliminaria o México sem problemas, como fizera em 2006. Mas essa impressão logo sumiu quando a bola finalmente rolou. Nos primeiros 20 minutos, o México pressionou uma Argentina irreconhecível. Daria zebra? A seleção mexicana tinha a posse de bola e não saía do campo de ataque, mas pecava nas finalizações. Já nossos hermanos não pecam nem quando finalizam em impedimento. Aos 26 minutos, Carlitos Tevez abriu o placar após receber a bola muito à frente do penúltimo jogador mexicano. O árbitro não viu a irregularidade. Tampouco o bandeirinha. Mesmo após o replay no telão do estádio. Apesar dos protestos mexicanos, o juiz validou o gol, e o México, que estava melhor na partida, perdeu o ânimo. Foi o segundo erro grotesco de arbitragem desta Copa, e também o segundo erro que poderia ter transformado o jogo, caso o juiz tivesse acertado.
Depois disso, o que se passou em campo foi um duelo entre um México desanimado e uma Argentina burocrática, exceção feita aos lampejos de talento e criatividade do melhor jogador do mundo, Lionel Messi. A Argentina seguiu a mesma receita dos 3 jogos anteriores: o time não tem conjunto e a defesa é extremamente fraca, mas o talento individual de jogadores como Messi (que ainda não marcou, mas já mandou várias bolas no travessão e vem obrigando os goleiros adversários a fazerem ótimas defesas), Tevez e Higuaín vem fazendo a diferença (é sempre bom lembrar que Maradona ainda tem Agüero e Diego Milito no banco).
Aos 33 minutos do 1o tempo, Higuaín ampliou o placar e, já na segunda etapa, Tevez marcou um dos gols mais lindos da Copa em um belo chute de fora da área. Hernandez ainda diminuiu para o México em excelente jogada, mas em nenhum momento a vitória argentina esteve ameaçada.
A equipe comandada por Maradona ainda não encontrou o futebol que se espera dela, dada a qualidade individual de seus jogadores. Mas nunca podemos duvidar da garra argentina. Se eles repetiram o duelo das oitavas de 2006, eliminando o México, certamente não vão querer repetir também a eliminação nas quartas diante da Alemanha. O confronto entre dois dos melhores ataques da Copa promete mais uma partida de perder o fôlego.
Depois disso, o que se passou em campo foi um duelo entre um México desanimado e uma Argentina burocrática, exceção feita aos lampejos de talento e criatividade do melhor jogador do mundo, Lionel Messi. A Argentina seguiu a mesma receita dos 3 jogos anteriores: o time não tem conjunto e a defesa é extremamente fraca, mas o talento individual de jogadores como Messi (que ainda não marcou, mas já mandou várias bolas no travessão e vem obrigando os goleiros adversários a fazerem ótimas defesas), Tevez e Higuaín vem fazendo a diferença (é sempre bom lembrar que Maradona ainda tem Agüero e Diego Milito no banco).
Aos 33 minutos do 1o tempo, Higuaín ampliou o placar e, já na segunda etapa, Tevez marcou um dos gols mais lindos da Copa em um belo chute de fora da área. Hernandez ainda diminuiu para o México em excelente jogada, mas em nenhum momento a vitória argentina esteve ameaçada.
A equipe comandada por Maradona ainda não encontrou o futebol que se espera dela, dada a qualidade individual de seus jogadores. Mas nunca podemos duvidar da garra argentina. Se eles repetiram o duelo das oitavas de 2006, eliminando o México, certamente não vão querer repetir também a eliminação nas quartas diante da Alemanha. O confronto entre dois dos melhores ataques da Copa promete mais uma partida de perder o fôlego.
domingo, 27 de junho de 2010
Alemanha 4 x 1 Inglaterra - o melhor jogo da Copa
EU AMO FUTEBOL!!!
Partidas como essa compensam por todas as peladas do campeonato brasileiro, por todas as exibições de 3a categoria da seleção brasileira de Dunga contra times fraquíssimos como Coréia do Norte ou Venezuela, por todos os joguinhos sem graça do campeonato carioca. Partidas como essa fazem a Copa do Mundo inteira valer a pena, incluindo Paraguai x Nova Zelândia ou Suiça x Honduras. Partidas como essa fazem até a gente torcer pela seleção rival. No caso, a Alemanha, que, se vencer a Copa, terá merecido essa conquista, em função do futebol apresentado hoje (é claro que o fato de os alemães terem a Argentina como próximo adversário facilita essa recente torcida...). Hoje, contra a Inglaterra, a Alemanha reencontrou o futebol que encantou o mundo contra a fraquíssima Austrália em sua partida de estréia. E espero que não o perca novamente.
Klose, Podolski e Müller formam um trio de atacantes extremamente eficiente e perigoso. Com Özil servindo de garçom, qualquer contra-ataque alemão pode ser fatal (e hoje a Alemanha deu uma verdadeira aula de contra-ataque. Será que Dunga estava assistindo?). Pra completar, a equipe germânica ainda tem Schweinsteiger, possivelmente o melhor volante da Copa, e Khedira, que não deixa saudades de Michael Ballack, cortado do mundial por uma lesão no último jogo do Chelsea na temporada. A zaga, formada por Mertesacker e Friedrich, não é o ponto mais forte do time, mas tampouco deixa a desejar. Lahm, pela direita, apoia o ataque tão bem quanto cobre a defesa. Boateng, pela esquerda, ainda é o ponto fraco do time, mas vem jogando melhor que o titular original da posição, Badstuber. No gol, Neuer, originalmente o terceiro goleiro do time, alterna excelentes defesas e saídas inseguras, mas, apesar da falha no gol inglês, segurou o resultado no segundo tempo. A Alemanha ainda pode se gabar de ter no banco de reservas Trochoswki, Mario Gomez e até o brasileiro naturalizado Cacau. O técnico Joachim Löw formou um time jovem, mas experiente, e que não se intimida com o peso da tradicionalíssima camisa alemã.
A Inglaterra começou o jogo apática, exatamente como jogara as 3 partidas anteriores. Só que a Alemanha não é EUA, Argélia ou Eslovênia. E Klose mostrou porque é o segundo alemão com mais gols em Copas (agora são 12), se antecipando ao zagueiro Upson e abrindo o placar aos 19 minutos. A seleção tricampeã ainda obrigaria o goleiro James a fazer bela defesa antes de entortar o English Team com seu toque de bola: de Özil para Klose, para Müller, para Podolski, para o fundo da rede. Foi aí que a Inglaterra acordou e decidiu mostrar para o mundo porque eu a considerava uma das favoritas à conquista da Copa. Foi aí também que nasceu a melhor partida desta Copa (muito possivelmente, da Copa inteira, independentemente do que ainda há por vir) e uma das melhores partidas de futebol que eu já assisti.
Upson se redimiu da falha no primeiro gol alemão e diminuiu a diferença no placar de cabeça, após saída esquisita de Neuer. Logo depois, o lance do jogo: Lampard (que decidiu "entrar em campo" hoje) mandou uma bomba de fora da área. A bola bateu no travessão e quicou dentro (muito dentro) do gol, mas o juiz e o bandeirinha (vesgos?) não validaram o tento, em uma espécie de "vingança" alemã da final da Copa de 1966, quando a Inglaterra, em final contra o mesmo adversário de hoje, teve validado um gol em que a bola nunca ultrapassou a linha.
A partir daí os dois times continuaram tocando a bola rapidamente, marcando o adversário no campo de ataque, pressionando em busca de mais gols, e proporcionando aos espectadores um espetáculo sem igual. O jogo foi corrido, disputado, leal, lindo. Qualquer coisa poderia acontecer e eu não conseguia nem piscar os olhos, com medo de perder uma jogada crucial.
Mas a Inglaterra jogava com 10 jogadores, e esse detalhe fez a diferença para o lado alemão. Se Lampard se redimiu das atuações apagadas nos primeiros jogos, mandando ainda outra bola no travessão (mas, dessa vez, sem quique dentro do gol), o mesmo não se pode dizer de Wayne Rooney, que, em todo o Mundial, não foi nem sombra do craque que não deixou os torcedores do Manchester United sentirem falta de Cristiano Ronaldo. Rooney pouco fez e, quando tocou na bola, não teve objetividade, ou mira, para chutá-la em direção ao gol.
Enquanto a Inglaterra (não) tinha Rooney, a Alemanha tinha Müller, que marcou seu segundo gol na competição após conta-ataque rápido de Schweinsteiger, no rebote de uma falta batida por Lampard em cima da barreira. O English Team sentiu o golpe. Joe Cole, no lugar de Milner, ainda tentava ajudar o ataque inglês, mas cada vez que a Inglaterra partia pra cima da seleção germânica, dava espaço pro contra-ataque alemão: Özil correu praticamente o campo inteiro antes de cruzar para Müller, livre, fazer seu segundo gol na partida.
O quarto gol alemão poderia ter fechado o caixão inglês, mas a Inglaterra continuou lutando, assim como a Alemanha. Um disputa de bola de Trochoswki (que entrara no lugar de Müller) no meio de campo foi sintomática da garra alemã na partida. Mas não houve mais alterações no placar.
É claro que o gol de empate da Inglaterra, se validado, poderia ter mudado a história dessa partida. Mas futebol tem dessas coisas (algo que a Fifa tanto gosta de ressaltar), e o dia hoje era mesmo da Alemanha.
Quando o jogo acabou, eu estava em estado de êxtase. Mas não demorou muito para que a minha felicidade se transformasse em desespero: enquanto a Alemanha tem Schweinsteiger, nós temos Felipe Melo; enquanto a Alemanha tem Özil, nós temos Elano. É pra sentar e chorar. Só nos resta torcer para que o pé frio do Mick Jagger não resolva assistir Brasil x Chile amanhã.
Partidas como essa compensam por todas as peladas do campeonato brasileiro, por todas as exibições de 3a categoria da seleção brasileira de Dunga contra times fraquíssimos como Coréia do Norte ou Venezuela, por todos os joguinhos sem graça do campeonato carioca. Partidas como essa fazem a Copa do Mundo inteira valer a pena, incluindo Paraguai x Nova Zelândia ou Suiça x Honduras. Partidas como essa fazem até a gente torcer pela seleção rival. No caso, a Alemanha, que, se vencer a Copa, terá merecido essa conquista, em função do futebol apresentado hoje (é claro que o fato de os alemães terem a Argentina como próximo adversário facilita essa recente torcida...). Hoje, contra a Inglaterra, a Alemanha reencontrou o futebol que encantou o mundo contra a fraquíssima Austrália em sua partida de estréia. E espero que não o perca novamente.
Klose, Podolski e Müller formam um trio de atacantes extremamente eficiente e perigoso. Com Özil servindo de garçom, qualquer contra-ataque alemão pode ser fatal (e hoje a Alemanha deu uma verdadeira aula de contra-ataque. Será que Dunga estava assistindo?). Pra completar, a equipe germânica ainda tem Schweinsteiger, possivelmente o melhor volante da Copa, e Khedira, que não deixa saudades de Michael Ballack, cortado do mundial por uma lesão no último jogo do Chelsea na temporada. A zaga, formada por Mertesacker e Friedrich, não é o ponto mais forte do time, mas tampouco deixa a desejar. Lahm, pela direita, apoia o ataque tão bem quanto cobre a defesa. Boateng, pela esquerda, ainda é o ponto fraco do time, mas vem jogando melhor que o titular original da posição, Badstuber. No gol, Neuer, originalmente o terceiro goleiro do time, alterna excelentes defesas e saídas inseguras, mas, apesar da falha no gol inglês, segurou o resultado no segundo tempo. A Alemanha ainda pode se gabar de ter no banco de reservas Trochoswki, Mario Gomez e até o brasileiro naturalizado Cacau. O técnico Joachim Löw formou um time jovem, mas experiente, e que não se intimida com o peso da tradicionalíssima camisa alemã.
A Inglaterra começou o jogo apática, exatamente como jogara as 3 partidas anteriores. Só que a Alemanha não é EUA, Argélia ou Eslovênia. E Klose mostrou porque é o segundo alemão com mais gols em Copas (agora são 12), se antecipando ao zagueiro Upson e abrindo o placar aos 19 minutos. A seleção tricampeã ainda obrigaria o goleiro James a fazer bela defesa antes de entortar o English Team com seu toque de bola: de Özil para Klose, para Müller, para Podolski, para o fundo da rede. Foi aí que a Inglaterra acordou e decidiu mostrar para o mundo porque eu a considerava uma das favoritas à conquista da Copa. Foi aí também que nasceu a melhor partida desta Copa (muito possivelmente, da Copa inteira, independentemente do que ainda há por vir) e uma das melhores partidas de futebol que eu já assisti.
Upson se redimiu da falha no primeiro gol alemão e diminuiu a diferença no placar de cabeça, após saída esquisita de Neuer. Logo depois, o lance do jogo: Lampard (que decidiu "entrar em campo" hoje) mandou uma bomba de fora da área. A bola bateu no travessão e quicou dentro (muito dentro) do gol, mas o juiz e o bandeirinha (vesgos?) não validaram o tento, em uma espécie de "vingança" alemã da final da Copa de 1966, quando a Inglaterra, em final contra o mesmo adversário de hoje, teve validado um gol em que a bola nunca ultrapassou a linha.
A partir daí os dois times continuaram tocando a bola rapidamente, marcando o adversário no campo de ataque, pressionando em busca de mais gols, e proporcionando aos espectadores um espetáculo sem igual. O jogo foi corrido, disputado, leal, lindo. Qualquer coisa poderia acontecer e eu não conseguia nem piscar os olhos, com medo de perder uma jogada crucial.
Mas a Inglaterra jogava com 10 jogadores, e esse detalhe fez a diferença para o lado alemão. Se Lampard se redimiu das atuações apagadas nos primeiros jogos, mandando ainda outra bola no travessão (mas, dessa vez, sem quique dentro do gol), o mesmo não se pode dizer de Wayne Rooney, que, em todo o Mundial, não foi nem sombra do craque que não deixou os torcedores do Manchester United sentirem falta de Cristiano Ronaldo. Rooney pouco fez e, quando tocou na bola, não teve objetividade, ou mira, para chutá-la em direção ao gol.
Enquanto a Inglaterra (não) tinha Rooney, a Alemanha tinha Müller, que marcou seu segundo gol na competição após conta-ataque rápido de Schweinsteiger, no rebote de uma falta batida por Lampard em cima da barreira. O English Team sentiu o golpe. Joe Cole, no lugar de Milner, ainda tentava ajudar o ataque inglês, mas cada vez que a Inglaterra partia pra cima da seleção germânica, dava espaço pro contra-ataque alemão: Özil correu praticamente o campo inteiro antes de cruzar para Müller, livre, fazer seu segundo gol na partida.
O quarto gol alemão poderia ter fechado o caixão inglês, mas a Inglaterra continuou lutando, assim como a Alemanha. Um disputa de bola de Trochoswki (que entrara no lugar de Müller) no meio de campo foi sintomática da garra alemã na partida. Mas não houve mais alterações no placar.
É claro que o gol de empate da Inglaterra, se validado, poderia ter mudado a história dessa partida. Mas futebol tem dessas coisas (algo que a Fifa tanto gosta de ressaltar), e o dia hoje era mesmo da Alemanha.
Quando o jogo acabou, eu estava em estado de êxtase. Mas não demorou muito para que a minha felicidade se transformasse em desespero: enquanto a Alemanha tem Schweinsteiger, nós temos Felipe Melo; enquanto a Alemanha tem Özil, nós temos Elano. É pra sentar e chorar. Só nos resta torcer para que o pé frio do Mick Jagger não resolva assistir Brasil x Chile amanhã.
EUA 1 x 2 Gana
Quando foram definidos os times deste chaveamento (Uruguai, Coréia do Sul, EUA e Gana), eu considerei a seleção americana a que tinha maior probabilidade de seguir adiante na Copa, tornando-se a zebra das semi-finais. Os EUA têm uma equipe limitada, porém eficiente e determinada, e, a meu ver, o gol da classificação, aos 45 minutos do jogo contra a Argélia, daria uma vontade extra à seleção americana. Vontade que faltou na partida de oitavas-de-final contra Gana.
Segundo jogo de mata-mata da Copa e segundo jogo que começa movimentado, com ambas as equipes buscando o gol (será que a 1a fase faz com que os times "escondam" seu melhor futebol?). Dessa vez, foi Gana que abriu o placar (aprenderam a fazer gol!), num erro de saída de bola da seleção americana.
Os EUA só perceberam que estavam disputando uma Copa do Mundo no 2o tempo, quando, logo no primeiro minuto, obrigaram o goleiro Kingson a fazer boa defesa. O merecido empate teve origem em uma excelente arrancada de Dempsey, que, após driblar John Mensah, foi derrubado na área por Jonathan Mensah. Donovan cobrou o pênalti lembrando Romário em 94: a bola chegou a bater na trave, mas entrou.
Gana e EUA fizeram um segundo tempo emocionante, obrigando os goleiros adversários a fazerem excelentes defesas, mas não houve alteração no placar, e a partida foi para a prorrogação, a primeira desta edição da Copa. Em geral, tempo extra significa dois times cansados tocando a bola de um lado para o outro, à espera dos pênaltis. Mas não foi isso que aconteceu ontem. Logo aos 3 minutos, Gyan, que havia feito os dois gols de pênalti nas partidas anteriores, recebeu lançamento longo de Ayew, se manteve de pé após a trombada de Bocanegra (que acabou ajudando na finalização) e soltou uma bomba pro fundo das redes, comemorando com aquela sua dancinha esquisita. E não é que Gana aprendeu mesmo a fazer gol?
Os EUA passaram o resto do jogo tentando levar a classificação para os pênaltis, sem sucesso. Até o goleiro Howard tentou marcar de cabeça (ou seria de mão) no último lance da partida. Mas a vitória foi mesmo ganense. Ou, poderíamos dizer, africana, já que todo os Estrela Negra têm o apoio do continente inteiro.
Segundo jogo de mata-mata da Copa e segundo jogo que começa movimentado, com ambas as equipes buscando o gol (será que a 1a fase faz com que os times "escondam" seu melhor futebol?). Dessa vez, foi Gana que abriu o placar (aprenderam a fazer gol!), num erro de saída de bola da seleção americana.
Os EUA só perceberam que estavam disputando uma Copa do Mundo no 2o tempo, quando, logo no primeiro minuto, obrigaram o goleiro Kingson a fazer boa defesa. O merecido empate teve origem em uma excelente arrancada de Dempsey, que, após driblar John Mensah, foi derrubado na área por Jonathan Mensah. Donovan cobrou o pênalti lembrando Romário em 94: a bola chegou a bater na trave, mas entrou.
Gana e EUA fizeram um segundo tempo emocionante, obrigando os goleiros adversários a fazerem excelentes defesas, mas não houve alteração no placar, e a partida foi para a prorrogação, a primeira desta edição da Copa. Em geral, tempo extra significa dois times cansados tocando a bola de um lado para o outro, à espera dos pênaltis. Mas não foi isso que aconteceu ontem. Logo aos 3 minutos, Gyan, que havia feito os dois gols de pênalti nas partidas anteriores, recebeu lançamento longo de Ayew, se manteve de pé após a trombada de Bocanegra (que acabou ajudando na finalização) e soltou uma bomba pro fundo das redes, comemorando com aquela sua dancinha esquisita. E não é que Gana aprendeu mesmo a fazer gol?
Os EUA passaram o resto do jogo tentando levar a classificação para os pênaltis, sem sucesso. Até o goleiro Howard tentou marcar de cabeça (ou seria de mão) no último lance da partida. Mas a vitória foi mesmo ganense. Ou, poderíamos dizer, africana, já que todo os Estrela Negra têm o apoio do continente inteiro.
Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Apesar da rivalidade, é muito bom ver o Uruguai voltar a fazer uma boa campanha na Copa do Mundo. Campeão em 1930 e 1950, o nosso 2o maior rival não passava das oitavas-de-final em um Mundial desde o 4o lugar em 1970. O fraco desempenho da equipe nas eliminatórias, que perdeu em casa para Brasil e Argentina e só se classificou após disputar a repescagem contra a Costa Rica, não prenunciava um bom desempenho dos nossos vizinhos nesta Copa. Mas o grupo extremamente equilibrado em que foi sorteado alimentou as esperanças uruguaias de chegar à 2a fase. E a Celeste não fez feio. Após vitórias sobre África do Sul e México, conquistou o primeiro lugar em seu grupo.
O jogo contra a Coréia do Sul começou bastante movimentado. O Uruguai tocava a bola como se fosse o Brasil (mais uma vez, não o Brasil de Dunga, é claro), com passes velozes e muita eficiência. A Celeste buscava o gol e, quando perdia a bola, se rearrumava e voltava rapidamente para impedir os contra-ataques coreanos. Não demoraria muito até o primeiro gol ser marcado. E ele saiu dos pés de Luis Suárez, aos 9 minutos de jogo, após uma falha coletiva esdrúxula da defesa coreana. Depois de cruzamento de Diego Forlán, os zagueiros coreanos ficaram em linha e esqueceram de marcar o atacante uruguaio. Por sua vez, o goleiro, achando que a bola atravessaria o campo e sairia pela lateral, a deixou passar. Mas Suárez encontrava-se logo após o último defensor coreano e não perdoou. Erros bobos assim não podem acontecer numa oitava-de-final de Copa do Mundo.
A formação encontrada pelo técnico Oscar Tabárez no segundo jogo do Mundial, com Forlán mais recuado, armando as jogadas para Suárez e Cavani, funcionou e transformou o Uruguai em uma equipe ofensiva e perigosa, tudo que ele não foi nas eliminatórias. Nesta temporada, Suárez marcou 35 gols pelo Ajax, da Holanda, Forlán, 28 pelo Atlético de Madri, e Cavani, 14 gols pelo italiano Palermo. E mesmo assim a defesa coreana preferiu marcar a bola aos jogadores.
Ainda no primeiro tempo, o Uruguai quase ampliou o placar, com a bola batendo no cotovelo do jogador coreano dentro da área, após chute forte de Maxi Pereira. Porém o juiz não marcou o pênalti. A sensação era de que uma goleada estava a caminho.
Mas veio o segundo tempo, e a Coréia acordou pro jogo. Depois de tanto correr na primeira etapa, o Uruguai voltou do intervalo demonstrando cansaço, e a seleção coreana aproveitou para pressionar. Aos 23 minutos, após toque de cabeça do uruguaio Victorino, o goleiro Muslera, que até então não havia sofrido gols no torneio, saiu mal, e um dos Lee coreanos mandou a bola pro gol vazio, empatando a partida.
Com o gol da Coréia, o jogo voltou a ficar parelho, porém o dia era mesmo do Uruguai, que desempatou com outro tento de Suárez, aos 35 minutos, após um chute lindo da entrada da área (um dos gols mais bonitos da Copa até o momento). A Coréia ainda perderia a oportunidade de levar a partida para a prorrogação, mandando para fora uma bola cara a cara com o goleiro Muslera, a 5 minutos do fim.
A vitória do Uruguai foi merecida. E a comemoração dos jogadores junto à empolgada torcida uruguaia na arquibancada deu um toque de emoção ao triunfo que leva o time às quartas-de-final da Copa da África.
O jogo contra a Coréia do Sul começou bastante movimentado. O Uruguai tocava a bola como se fosse o Brasil (mais uma vez, não o Brasil de Dunga, é claro), com passes velozes e muita eficiência. A Celeste buscava o gol e, quando perdia a bola, se rearrumava e voltava rapidamente para impedir os contra-ataques coreanos. Não demoraria muito até o primeiro gol ser marcado. E ele saiu dos pés de Luis Suárez, aos 9 minutos de jogo, após uma falha coletiva esdrúxula da defesa coreana. Depois de cruzamento de Diego Forlán, os zagueiros coreanos ficaram em linha e esqueceram de marcar o atacante uruguaio. Por sua vez, o goleiro, achando que a bola atravessaria o campo e sairia pela lateral, a deixou passar. Mas Suárez encontrava-se logo após o último defensor coreano e não perdoou. Erros bobos assim não podem acontecer numa oitava-de-final de Copa do Mundo.
A formação encontrada pelo técnico Oscar Tabárez no segundo jogo do Mundial, com Forlán mais recuado, armando as jogadas para Suárez e Cavani, funcionou e transformou o Uruguai em uma equipe ofensiva e perigosa, tudo que ele não foi nas eliminatórias. Nesta temporada, Suárez marcou 35 gols pelo Ajax, da Holanda, Forlán, 28 pelo Atlético de Madri, e Cavani, 14 gols pelo italiano Palermo. E mesmo assim a defesa coreana preferiu marcar a bola aos jogadores.
Ainda no primeiro tempo, o Uruguai quase ampliou o placar, com a bola batendo no cotovelo do jogador coreano dentro da área, após chute forte de Maxi Pereira. Porém o juiz não marcou o pênalti. A sensação era de que uma goleada estava a caminho.
Mas veio o segundo tempo, e a Coréia acordou pro jogo. Depois de tanto correr na primeira etapa, o Uruguai voltou do intervalo demonstrando cansaço, e a seleção coreana aproveitou para pressionar. Aos 23 minutos, após toque de cabeça do uruguaio Victorino, o goleiro Muslera, que até então não havia sofrido gols no torneio, saiu mal, e um dos Lee coreanos mandou a bola pro gol vazio, empatando a partida.
Com o gol da Coréia, o jogo voltou a ficar parelho, porém o dia era mesmo do Uruguai, que desempatou com outro tento de Suárez, aos 35 minutos, após um chute lindo da entrada da área (um dos gols mais bonitos da Copa até o momento). A Coréia ainda perderia a oportunidade de levar a partida para a prorrogação, mandando para fora uma bola cara a cara com o goleiro Muslera, a 5 minutos do fim.
A vitória do Uruguai foi merecida. E a comemoração dos jogadores junto à empolgada torcida uruguaia na arquibancada deu um toque de emoção ao triunfo que leva o time às quartas-de-final da Copa da África.
The Damned United
Não consegui escrever ontem sobre os primeiros jogos das oitavas-de-final pq, ao chegar em casa tarde, e cansada, optei por alugar um dvd na locadora, para espairar um pouco após 15 dias assistindo jogos de futebol e mesas redondas. Mas não consegui fugir ao tema e acabei alugando The Damned United (na tradução brasileira, Maldito Futebol Clube), um dos melhores filmes sobre futebol que eu já vi. Sendo assim, relembrando meus tempos de estudante de cinema, decidi escrever um pouco sobre o filme, que recomendo a todos os "futebolmaníacos".
The Damned United (foi mal, mas me recuso a escrever "Maldito Futebol Clube" cada vez que eu for mencionar o filme) conta a história de Brian Clough, técnico inglês de futebol que ficou famoso ao levar tanto Derby County quanto seu rival Nottingham Forest da segunda divisão ao título inglês. No entanto, o período apresentado no filme vai de 1967, quando Clough ainda era técnico do Derby, a 1974, quando assumiu o comando do Leeds United (o "United" do título), o maior time britânico na época.
Com uma excelente narrativa, que vai e volta no tempo, fazendo conexões entre Derby e Leeds, o filme mostra um pouco dos bastidores do futebol inglês das décadas de 1960/70, uma época em que a paixão pelo clube ainda movia alguns (poucos) jogadores, técnicos e dirigentes. No entanto, Clough, apesar de talentoso (principalmente quando se trata de motivar seus jogadores), consegue tornar seu trabalho ainda mais árduo que o normal, tentando manipular os envolvidos no esporte, buscando uma superexposição na mídia e considerando-se maior que os clubes que dirigiu (parece familiar?).
É um filme atual e que agrada mesmo quem não curte futebol tanto quanto eu. Outro ponto positivo é a atuação de Michael Sheen (o Tony Blair, do filme A Rainha) como Clough. Vale a pena alugar.
Curiosidades:
Sob o comando de Clough, o Nottingham Forest conquistou 2 Copas dos Campeões da Uefa (atual Liga dos Campeões) seguidas, em 1978 e 1979. Atualmente, após alguns anos na 3a divisão inglesa, o Forest foi promovido à 2a divisão na temporada 2007/8. Tendo terminado o último campeonato em 3o lugar, o Forest perdeu para o Blackpool o playoff de classificação para a 1a divisão inglesa.
O Leeds United disputou (e perdeu) as semi-finais da Liga dos Campeões da Uefa em 2000 e 2001, mas foi rebaixado para a 2a divisão em 2004 e, três anos depois, para a 3a divisão. Na temporada passada, o Leeds terminou o campeonato em 2o lugar, sendo promovido da 3a para a 2a divisão inglesa.
Atualmente, o Derby County também se encontra na 2a divisão, para onde foi rebaixado na temporada 2007/08, quando ficou em último lugar no campeonato inglês.
The Damned United (foi mal, mas me recuso a escrever "Maldito Futebol Clube" cada vez que eu for mencionar o filme) conta a história de Brian Clough, técnico inglês de futebol que ficou famoso ao levar tanto Derby County quanto seu rival Nottingham Forest da segunda divisão ao título inglês. No entanto, o período apresentado no filme vai de 1967, quando Clough ainda era técnico do Derby, a 1974, quando assumiu o comando do Leeds United (o "United" do título), o maior time britânico na época.
Com uma excelente narrativa, que vai e volta no tempo, fazendo conexões entre Derby e Leeds, o filme mostra um pouco dos bastidores do futebol inglês das décadas de 1960/70, uma época em que a paixão pelo clube ainda movia alguns (poucos) jogadores, técnicos e dirigentes. No entanto, Clough, apesar de talentoso (principalmente quando se trata de motivar seus jogadores), consegue tornar seu trabalho ainda mais árduo que o normal, tentando manipular os envolvidos no esporte, buscando uma superexposição na mídia e considerando-se maior que os clubes que dirigiu (parece familiar?).
É um filme atual e que agrada mesmo quem não curte futebol tanto quanto eu. Outro ponto positivo é a atuação de Michael Sheen (o Tony Blair, do filme A Rainha) como Clough. Vale a pena alugar.
Curiosidades:
Sob o comando de Clough, o Nottingham Forest conquistou 2 Copas dos Campeões da Uefa (atual Liga dos Campeões) seguidas, em 1978 e 1979. Atualmente, após alguns anos na 3a divisão inglesa, o Forest foi promovido à 2a divisão na temporada 2007/8. Tendo terminado o último campeonato em 3o lugar, o Forest perdeu para o Blackpool o playoff de classificação para a 1a divisão inglesa.
O Leeds United disputou (e perdeu) as semi-finais da Liga dos Campeões da Uefa em 2000 e 2001, mas foi rebaixado para a 2a divisão em 2004 e, três anos depois, para a 3a divisão. Na temporada passada, o Leeds terminou o campeonato em 2o lugar, sendo promovido da 3a para a 2a divisão inglesa.
Atualmente, o Derby County também se encontra na 2a divisão, para onde foi rebaixado na temporada 2007/08, quando ficou em último lugar no campeonato inglês.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Rodada final da 1a fase IV
Brasil x Portugal
Tive que pensar muito antes de escrever sobre esse jogo. Até porque, sobre o jogo mesmo, não há quase nada para escrever (uma amiga me sugeriu publicar a resenha dessa partida no twitter, pois 140 caracteres seriam suficientes). Uma jogada perigosa de Nilmar no primeiro tempo, um chute a gol de Ramires no segundo (que só pode ser considerado "a gol" por causa do desvio no jogador português) e uma boa defesa de Júlio César. Fora isso, faltas grosseiras e desnecessárias. O estilo Muay Thai da partida não nos permite dizer que foi um "jogo de compadres", mas ambos os times pareceram muito satisfeitos com o empate sem gols.
Nilmar ainda tentou tirar o zero do placar no primeiro tempo, mas a total falta de criatividade do meio de campo da seleção (primeiramente com Gilberto Silva, Daniel Alves, Felipe Melo e Júlio Baptista e, depois, com Josué e Ramires no lugar dos dois últimos, respectivamente) isolou os dois atacantes brasileiros na frente, e poucas chances de gol foram criadas. Júlio Baptista não aproveitou a excelente oportunidade que o cartão vermelho de Kaká lhe proporcionou e passou despercebido em campo. Só nos resta rezar para que o meia do Real Madri não seja mais suspenso e não sofra nenhuma contusão até o fim do Mundial. Somente Maicon, mais uma vez, tentou criar alguma coisa, pela direita, mas a falta de apoio no meio de campo lhe impediu. Enquanto isso, Michel Bastos completou seu terceiro jogo sem entrar em campo.
Desde que Dunga assumiu o comando da seleção e Roberto Carlos aposentou sua camisa amarela (que já deveria ter sido aposentada bem antes da Copa da Alemanha), a lateral esquerda se tornou o maior problema da nossa equipe. Se Dunga não gosta de Fábio Aurélio (que sofre com contusões constantes, mas, sempre que entra em campo, faz belas partidas pelo Liverpool), Maxwell (que fez uma excelente temporada pelo Barcelona, após contusão do titular Abidal) ou Marcelo (titular do Real Madri), poderia ter convocado André Santos (Fenerbahçe), Juan (Flamengo) ou até mesmo Richarlyson (São Paulo). Só não faz o menor sentido chamar para a disputa de uma Copa do Mundo dois jogadores que há tempos não atuam na lateral esquerda: Michel Bastos, que fez ótima temporada no Lyon, jogando como meia-direita, e que não joga na lateral desde que saiu do Grêmio, em 2005, e Gilberto, que teve boa carreira como lateral, mas agora, aos 34 anos e sem fôlego para correr o campo inteiro por 90 minutos, migrou para o meio de campo. Jogando com Michel Bastos, o Brasil entra em campo com 10 homens, o que pode ser fatal na fase de mata-mata.
Como já se tornou rotina, os melhores jogadores do Brasil foram o zagueiro Lúcio, que anulou Cristiano Ronaldo e salvou a seleção em momentos cruciais, e o goleiro Júlio César, na minha opinião, o melhor do mundo em sua posição. Mas nem tudo está perdido: parece que o Felipe Melo está machucado. Não que Josué, Ramires ou Kléberson sejam craques, mas qualquer jogador é melhor que o esquentadinho Felipe Melo.
No jogo desta manhã ficou evidente a falta de suplentes de qualidade no plantel convocado por Dunga. A única opção razoável seria manter o Nilmar no ataque titular ao lado de Luís Fabiano e colocar Kaká e Robinho para armarem as jogadas, o que duvido muito que seja feito pelo nosso mal-humorado e mal-educado técnico.
No primeiro jogo da 2a fase, vamos enfrentar o Chile, que já vencemos nas mesmas oitavas-de-final em 1998 e também em duas oportunidades nas últimas eliminatórias. A equipe chilena tem um estilo de jogo que facilita o futebol jogado pelo Brasil. A princípio, um adversário que não deverá oferecer muito perigo. Só que esse favoritismo e os muitos defeitos da equipe brasileira apontados ao longo desse texto não me deixam muito confiante. Agora que a Copa do Mundo começou efetivamente, espero que o Brasil finalmente deslanche, mantendo a tradição da equipe de Dunga de "crescer ao longo da competição".
Não preciso nem dizer que, apesar de Brasil x Portugal ter sido um dos jogos mais chatos do Mundial, não troquei de canal uma só vez para saber como andava Coréia do Norte x Costa do Marfim, que acabou ganhando de (apenas) 3 a 0 e se tornou mais uma seleção africana eliminada na 1a fase. Esse resultado só serviu para nos envergonhar, já que o Brasil foi a única seleção que tomou gol da 32a colocada na Copa.
Chile x Espanha e Suíça x Honduras
Promessa de jogo disputado entre a campeã européia e a segunda colocada nas eliminatórias sul-americanas, já que a vitória da Suíça sobre a fraquíssima Honduras estava quase certa, e as outras duas seleções estavam jogando pela vaga às oitavas. E o primeiro tempo foi realmente muito bom, com os dois times brigando pelo gol. A Espanha, com sua terceira formação diferente em seu terceiro jogo (ao contrário do Brasil, a Espanha tem em seu banco jogadores que seriam titulares em qualquer equipe do mundo) novamente mostrou um bom futebol, com armações de jogadas perigosas e boa movimentação, mas só marcou seu primeiro tento (novamente David Villa, acertando um difícil chute de fora da área) em uma falha bisonha do goleiro chileno. O segundo gol veio numa excelente troca de passes entre Villa (olha ele aí de novo), Torres e Iniesta, que coroou sua recuperação de um problema muscular (que o atrapalhou durante toda a temporada, fazendo-o permanecer no departamente médico do Barcelona mais tempo do que em campo) mandando a bola pro fundo da rede.
O Chile diminuiu no segundo tempo, em um gol muito parecido com o chute de Ramires no jogo contra Portugal: só tomou a direção certa após desviar no zagueiro adversário. Depois disso, pouca coisa aconteceu na partida. O 0 a 0 no outro jogo do grupo classificava tanto Espanha quanto Chile, e nenhum dos dois fez muita coisa para tentar alterar o placar. Para não pegar no sono, acabei trocando de canal nos últimos dez minutos e me surpreendi com o jogo extremamente disputado entre Suíça e Honduras. Era ataque de um lado e contra-ataque de outro, num jogo rápido e movimentado. O único problema é que os dois times são muito (mas muito mesmo) ruins e nenhum dos dois conseguiu finalizar uma única bola decentemente. Parecia comédia. Cada chute! Cada finalização! Tento, mas não consigo encontrar palavras para descrever a total ausência de futebol mostrada em campo pelas equipes. A Espanha deve estar até agora tentanto entender como conseguiu tomar um gol da Suíça.
Apito final, e Espanha e Chile classificados. Com a Fúria em primeiro do grupo, como torcia o Brasil.
Com a derrota chilena, a América do Sul perdeu sua invencibilidade, mas, pela primeira vez na História, classificou suas 5 seleções para a segunda fase. Enquanto isso, das 13 seleções européias que iniciaram a competição, somente 6 permaneceram. E jogam todas entre si, o que significa apenas 3 times europeus nas quartas-de-final (em oposição às 4 equipes da Europa nas semi-finais de 2006).
Tive que pensar muito antes de escrever sobre esse jogo. Até porque, sobre o jogo mesmo, não há quase nada para escrever (uma amiga me sugeriu publicar a resenha dessa partida no twitter, pois 140 caracteres seriam suficientes). Uma jogada perigosa de Nilmar no primeiro tempo, um chute a gol de Ramires no segundo (que só pode ser considerado "a gol" por causa do desvio no jogador português) e uma boa defesa de Júlio César. Fora isso, faltas grosseiras e desnecessárias. O estilo Muay Thai da partida não nos permite dizer que foi um "jogo de compadres", mas ambos os times pareceram muito satisfeitos com o empate sem gols.
Nilmar ainda tentou tirar o zero do placar no primeiro tempo, mas a total falta de criatividade do meio de campo da seleção (primeiramente com Gilberto Silva, Daniel Alves, Felipe Melo e Júlio Baptista e, depois, com Josué e Ramires no lugar dos dois últimos, respectivamente) isolou os dois atacantes brasileiros na frente, e poucas chances de gol foram criadas. Júlio Baptista não aproveitou a excelente oportunidade que o cartão vermelho de Kaká lhe proporcionou e passou despercebido em campo. Só nos resta rezar para que o meia do Real Madri não seja mais suspenso e não sofra nenhuma contusão até o fim do Mundial. Somente Maicon, mais uma vez, tentou criar alguma coisa, pela direita, mas a falta de apoio no meio de campo lhe impediu. Enquanto isso, Michel Bastos completou seu terceiro jogo sem entrar em campo.
Desde que Dunga assumiu o comando da seleção e Roberto Carlos aposentou sua camisa amarela (que já deveria ter sido aposentada bem antes da Copa da Alemanha), a lateral esquerda se tornou o maior problema da nossa equipe. Se Dunga não gosta de Fábio Aurélio (que sofre com contusões constantes, mas, sempre que entra em campo, faz belas partidas pelo Liverpool), Maxwell (que fez uma excelente temporada pelo Barcelona, após contusão do titular Abidal) ou Marcelo (titular do Real Madri), poderia ter convocado André Santos (Fenerbahçe), Juan (Flamengo) ou até mesmo Richarlyson (São Paulo). Só não faz o menor sentido chamar para a disputa de uma Copa do Mundo dois jogadores que há tempos não atuam na lateral esquerda: Michel Bastos, que fez ótima temporada no Lyon, jogando como meia-direita, e que não joga na lateral desde que saiu do Grêmio, em 2005, e Gilberto, que teve boa carreira como lateral, mas agora, aos 34 anos e sem fôlego para correr o campo inteiro por 90 minutos, migrou para o meio de campo. Jogando com Michel Bastos, o Brasil entra em campo com 10 homens, o que pode ser fatal na fase de mata-mata.
Como já se tornou rotina, os melhores jogadores do Brasil foram o zagueiro Lúcio, que anulou Cristiano Ronaldo e salvou a seleção em momentos cruciais, e o goleiro Júlio César, na minha opinião, o melhor do mundo em sua posição. Mas nem tudo está perdido: parece que o Felipe Melo está machucado. Não que Josué, Ramires ou Kléberson sejam craques, mas qualquer jogador é melhor que o esquentadinho Felipe Melo.
No jogo desta manhã ficou evidente a falta de suplentes de qualidade no plantel convocado por Dunga. A única opção razoável seria manter o Nilmar no ataque titular ao lado de Luís Fabiano e colocar Kaká e Robinho para armarem as jogadas, o que duvido muito que seja feito pelo nosso mal-humorado e mal-educado técnico.
No primeiro jogo da 2a fase, vamos enfrentar o Chile, que já vencemos nas mesmas oitavas-de-final em 1998 e também em duas oportunidades nas últimas eliminatórias. A equipe chilena tem um estilo de jogo que facilita o futebol jogado pelo Brasil. A princípio, um adversário que não deverá oferecer muito perigo. Só que esse favoritismo e os muitos defeitos da equipe brasileira apontados ao longo desse texto não me deixam muito confiante. Agora que a Copa do Mundo começou efetivamente, espero que o Brasil finalmente deslanche, mantendo a tradição da equipe de Dunga de "crescer ao longo da competição".
Não preciso nem dizer que, apesar de Brasil x Portugal ter sido um dos jogos mais chatos do Mundial, não troquei de canal uma só vez para saber como andava Coréia do Norte x Costa do Marfim, que acabou ganhando de (apenas) 3 a 0 e se tornou mais uma seleção africana eliminada na 1a fase. Esse resultado só serviu para nos envergonhar, já que o Brasil foi a única seleção que tomou gol da 32a colocada na Copa.
Chile x Espanha e Suíça x Honduras
Promessa de jogo disputado entre a campeã européia e a segunda colocada nas eliminatórias sul-americanas, já que a vitória da Suíça sobre a fraquíssima Honduras estava quase certa, e as outras duas seleções estavam jogando pela vaga às oitavas. E o primeiro tempo foi realmente muito bom, com os dois times brigando pelo gol. A Espanha, com sua terceira formação diferente em seu terceiro jogo (ao contrário do Brasil, a Espanha tem em seu banco jogadores que seriam titulares em qualquer equipe do mundo) novamente mostrou um bom futebol, com armações de jogadas perigosas e boa movimentação, mas só marcou seu primeiro tento (novamente David Villa, acertando um difícil chute de fora da área) em uma falha bisonha do goleiro chileno. O segundo gol veio numa excelente troca de passes entre Villa (olha ele aí de novo), Torres e Iniesta, que coroou sua recuperação de um problema muscular (que o atrapalhou durante toda a temporada, fazendo-o permanecer no departamente médico do Barcelona mais tempo do que em campo) mandando a bola pro fundo da rede.
O Chile diminuiu no segundo tempo, em um gol muito parecido com o chute de Ramires no jogo contra Portugal: só tomou a direção certa após desviar no zagueiro adversário. Depois disso, pouca coisa aconteceu na partida. O 0 a 0 no outro jogo do grupo classificava tanto Espanha quanto Chile, e nenhum dos dois fez muita coisa para tentar alterar o placar. Para não pegar no sono, acabei trocando de canal nos últimos dez minutos e me surpreendi com o jogo extremamente disputado entre Suíça e Honduras. Era ataque de um lado e contra-ataque de outro, num jogo rápido e movimentado. O único problema é que os dois times são muito (mas muito mesmo) ruins e nenhum dos dois conseguiu finalizar uma única bola decentemente. Parecia comédia. Cada chute! Cada finalização! Tento, mas não consigo encontrar palavras para descrever a total ausência de futebol mostrada em campo pelas equipes. A Espanha deve estar até agora tentanto entender como conseguiu tomar um gol da Suíça.
Apito final, e Espanha e Chile classificados. Com a Fúria em primeiro do grupo, como torcia o Brasil.
Com a derrota chilena, a América do Sul perdeu sua invencibilidade, mas, pela primeira vez na História, classificou suas 5 seleções para a segunda fase. Enquanto isso, das 13 seleções européias que iniciaram a competição, somente 6 permaneceram. E jogam todas entre si, o que significa apenas 3 times europeus nas quartas-de-final (em oposição às 4 equipes da Europa nas semi-finais de 2006).
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Rodada final da 1a fase III
Dinamarca x Japão e Camarões x Holanda
Único grupo com um jogo "amistoso". No caso, Camarões x Holanda. O primeiro já estava eliminado, após 2 derrotas. O segundo, já classificado e com o 1o lugar do grupo praticamente garantido. Apesar de Dinamarca x Japão prometer mais emoção, visto que havia uma vaga nas oitavas-de-final em disputa, não consegui dispensar a Holanda. Explico: sou fã do futebol holandês. Sempre fui. Agora, com craques como Robben, Van der Vaart, Van Persie e Sneijder em campo, mais ainda. É o estilo de futebol mais bonito e agradável de se ver, junto com o brasileiro. Isto é, quando o Brasil joga como Brasil, é claro. Não quando joga como Itália, vide essa seleção do Dunga.
A Holanda não vem jogando muito bem nesta Copa, verdade seja dita. Estreou tímida contra a Dinamarca e fez um joguinho bem ruim contra o Japão. Hoje, seja por já estar classificada, seja por estar mais entrosada, a seleção laranja começou melhor. Não teve muitas chances de gol no primeiro tempo, mas acertou o toque de bola e se soltou mais que nas partidas anteriores. Ainda não é a Holanda da Euro 2008 (eliminada pela Rússia no melhor jogo da competição), mas torço para que continue evoluindo pra fazer bonito na Copa.
O primeiro tempo terminou 1 a 0 pros europeus, com um belo gol de Van Persie, que ainda não havia marcado na competição. Na segunda etapa, a Holanda pareceu satisfeita e deixou a seleção de Camarões se empolgar. Depois de muito tentar, o time africano empatou, em pênalti cobrado por Eto'o depois de uma bobeira de Van der Vaart na grande área. O goleirão Stekelenburg, que vem fazendo bonito na posição que durante anos foi de Van der Sar, pulou bem e quase defendeu, mas Eto'o cobrou melhor. Camarões ficou feliz com seu primeiro ponto na competição e novamente o jogo amornou. Até pensei em trocar de canal, pra assistir o desfecho de Dinamarca x Japão, que, nesse momento, se classificava com a vitória parcial de 2 a 1, mas o técnico Bert Van Marwijk colocou Robben no time e eu não perderia isso por nada. Valeu a pena. Foi dele o lindo chute de fora da área, cheio de efeito (aliás, uma marca registrada sua) que bateu na trave, e cujo rebote Huntelaar aproveitou para selar a vitória holandesa.
A laranja segue com 100% de aproveitamento, assim como a Argentina. As únicas seleções que ainda podem alcançar essa marca são Brasil e Chile. A tarefa brasileira parece mais fácil que a chilena, mas com as zebras anti-Europa soltas por aí, nunca se sabe.
Enquanto isso, continuo aguardando uma bela apresentação por parte da seleçao holandesa. Será que estão aguardando o início do mata-mata?
Para falar de Dinamarca x Japão vou ter q assistir o VT, mas os melhores momentos não sugerem uma partida muito emocionante. O 3 a 1 para o Japão, com 2 gols de falta, corrobora com a fama japonesa de "equipe tecnicamente aplicada e só" que vem sendo criada neste Mundial.
Já a Dinamarca, mesmo sem o peso de um (ou quatro) título mundial nas costas, como França e Itália, entra pro rol das decepções européias. A bela campanha nas eliminatórias, terminando em primeiro lugar no seu grupo e deixando pra trás Portugal de Cristiano Ronaldo e a Suécia de Ibrahimovic, prometia uma boa participação dinamarquesa na Copa. No entanto, as falhas bisonhas de defesa nos jogos contra Holanda e Camarões, em que só venceu pela total incapacidade do time africano de segurar a vitória, e o ataque ineficiente causaram a eliminação precoce de mais uma equipe européia. Enquanto isso, os sul-americanos seguem invictos.
Esqueci de mencionar no post anterior a campanha surpreendente da Nova Zelândia. Qualquer pessoa que entenda minimamente de futebol esperaria uma participação ridícula do time da Oceania no Mundial. Diante de Itália, Paraguai e Eslováquia, só restava aos All Whites torcer para não tomar nenhuma goleada, visto que a última colocação no grupo era quase certa. Ao invés disso, a Nova Zelândia se despede da Copa do Mundo com 2 gols marcados, 3 empates e nenhuma derrota. Ficaram com 1 ponto a menos que sua eterna rival Austrália, mas podem até tirar uma onda por não terem tomado 4 gols num só jogo, como aconteceu com os Socceroos diante da Alemanha na 1a rodada.
Outro comentário que esqueci de fazer anteriormente: adorei a quantidade de jogadores negros em times europeus de (teoricamente) primeira linha. Como já vem acontecendo há um bom tempo, boa parte das seleções de França e Inglaterra, além de alguns jogadores de Alemanha e também da Suiça (que não faz parte das "seleções de primeira linha", mas, até agora, fez uma camapanha bem melhor que a francesa) são negros. E daqueles bem negros mesmo, não "escurinhos" que nem os nossos negros. Tô achando que o imperialismo do final do século XIX / início do século XX tinha finalidade esportiva...
(Não mencionei a Holanda pq estou é surpresa com a pequena quantidade de negros na seleção laranja, que costuma estar recheada de surinameses ou descendentes).
Único grupo com um jogo "amistoso". No caso, Camarões x Holanda. O primeiro já estava eliminado, após 2 derrotas. O segundo, já classificado e com o 1o lugar do grupo praticamente garantido. Apesar de Dinamarca x Japão prometer mais emoção, visto que havia uma vaga nas oitavas-de-final em disputa, não consegui dispensar a Holanda. Explico: sou fã do futebol holandês. Sempre fui. Agora, com craques como Robben, Van der Vaart, Van Persie e Sneijder em campo, mais ainda. É o estilo de futebol mais bonito e agradável de se ver, junto com o brasileiro. Isto é, quando o Brasil joga como Brasil, é claro. Não quando joga como Itália, vide essa seleção do Dunga.
A Holanda não vem jogando muito bem nesta Copa, verdade seja dita. Estreou tímida contra a Dinamarca e fez um joguinho bem ruim contra o Japão. Hoje, seja por já estar classificada, seja por estar mais entrosada, a seleção laranja começou melhor. Não teve muitas chances de gol no primeiro tempo, mas acertou o toque de bola e se soltou mais que nas partidas anteriores. Ainda não é a Holanda da Euro 2008 (eliminada pela Rússia no melhor jogo da competição), mas torço para que continue evoluindo pra fazer bonito na Copa.
O primeiro tempo terminou 1 a 0 pros europeus, com um belo gol de Van Persie, que ainda não havia marcado na competição. Na segunda etapa, a Holanda pareceu satisfeita e deixou a seleção de Camarões se empolgar. Depois de muito tentar, o time africano empatou, em pênalti cobrado por Eto'o depois de uma bobeira de Van der Vaart na grande área. O goleirão Stekelenburg, que vem fazendo bonito na posição que durante anos foi de Van der Sar, pulou bem e quase defendeu, mas Eto'o cobrou melhor. Camarões ficou feliz com seu primeiro ponto na competição e novamente o jogo amornou. Até pensei em trocar de canal, pra assistir o desfecho de Dinamarca x Japão, que, nesse momento, se classificava com a vitória parcial de 2 a 1, mas o técnico Bert Van Marwijk colocou Robben no time e eu não perderia isso por nada. Valeu a pena. Foi dele o lindo chute de fora da área, cheio de efeito (aliás, uma marca registrada sua) que bateu na trave, e cujo rebote Huntelaar aproveitou para selar a vitória holandesa.
A laranja segue com 100% de aproveitamento, assim como a Argentina. As únicas seleções que ainda podem alcançar essa marca são Brasil e Chile. A tarefa brasileira parece mais fácil que a chilena, mas com as zebras anti-Europa soltas por aí, nunca se sabe.
Enquanto isso, continuo aguardando uma bela apresentação por parte da seleçao holandesa. Será que estão aguardando o início do mata-mata?
Para falar de Dinamarca x Japão vou ter q assistir o VT, mas os melhores momentos não sugerem uma partida muito emocionante. O 3 a 1 para o Japão, com 2 gols de falta, corrobora com a fama japonesa de "equipe tecnicamente aplicada e só" que vem sendo criada neste Mundial.
Já a Dinamarca, mesmo sem o peso de um (ou quatro) título mundial nas costas, como França e Itália, entra pro rol das decepções européias. A bela campanha nas eliminatórias, terminando em primeiro lugar no seu grupo e deixando pra trás Portugal de Cristiano Ronaldo e a Suécia de Ibrahimovic, prometia uma boa participação dinamarquesa na Copa. No entanto, as falhas bisonhas de defesa nos jogos contra Holanda e Camarões, em que só venceu pela total incapacidade do time africano de segurar a vitória, e o ataque ineficiente causaram a eliminação precoce de mais uma equipe européia. Enquanto isso, os sul-americanos seguem invictos.
Esqueci de mencionar no post anterior a campanha surpreendente da Nova Zelândia. Qualquer pessoa que entenda minimamente de futebol esperaria uma participação ridícula do time da Oceania no Mundial. Diante de Itália, Paraguai e Eslováquia, só restava aos All Whites torcer para não tomar nenhuma goleada, visto que a última colocação no grupo era quase certa. Ao invés disso, a Nova Zelândia se despede da Copa do Mundo com 2 gols marcados, 3 empates e nenhuma derrota. Ficaram com 1 ponto a menos que sua eterna rival Austrália, mas podem até tirar uma onda por não terem tomado 4 gols num só jogo, como aconteceu com os Socceroos diante da Alemanha na 1a rodada.
Outro comentário que esqueci de fazer anteriormente: adorei a quantidade de jogadores negros em times europeus de (teoricamente) primeira linha. Como já vem acontecendo há um bom tempo, boa parte das seleções de França e Inglaterra, além de alguns jogadores de Alemanha e também da Suiça (que não faz parte das "seleções de primeira linha", mas, até agora, fez uma camapanha bem melhor que a francesa) são negros. E daqueles bem negros mesmo, não "escurinhos" que nem os nossos negros. Tô achando que o imperialismo do final do século XIX / início do século XX tinha finalidade esportiva...
(Não mencionei a Holanda pq estou é surpresa com a pequena quantidade de negros na seleção laranja, que costuma estar recheada de surinameses ou descendentes).
Rodada final da 1a fase - capítulo especial sobre a Itália
Eslováquiva 3 x 2 Itália
Em disparado, a melhor partida da Copa até agora. Um jogo com todos os ingredientes que o futebol pode oferecer, e que me fazem ser completamente apaixonada por esse esporte: mudanças contantes no placar, disputas acirradas de bola, gol salvo em cima da linha, impedimento duvidoso e chances de gol (e classificação) até o último minuto.
Quando foram sorteados os confrontos da Copa da África do Sul, no final do ano passado, eu só considerei dois times praticamente classificados, pela facilidade do grupo em que haviam caído: Argentina (que venceu sem problemas Nigéria, Coréia do Sul e Grécia) e Itália, que, a meu ver, passaria facilmente por Eslováquia e Nova Zelândia (com direito a goleada) e só teria dificuldades diante do Paraguai. Ledo engano. A Eslováquia, que se mostrava uma das equipes mais fracas do Mundial até hoje, enterrou o caixão italiano esta tarde, explicitando uma crise que, se na França já estava à mostra há bastante tempo, na Itália ainda estava camuflada pela áurea de tetracampeã.
Há algum tempo a Itália vem despencando no ranking da UEFA. A ponto de torcedores de Milan, Juventus, Roma e Fiorentina terem comemorado a vitória da Inter de Milão na final da Liga dos Campeões da UEFA desta temporada, que significou a manutenção de 4 vagas na competição para times italianos (caso o Bayern tivesse ganho, no tempo regulamentar ou nos pênaltis, a Alemanha teria "roubado" da Itália o direito de ter 4 times disputando a maior competição de clubes do mundo). No entanto, o melhor time da Itália, vencedor dos 5 últimos campeonatos italianos e, este ano, da tríplice coroa (Campeonato Italiano, Copa da Itália e Liga dos Campeões da UEFA), não tem um único jogador italiano titular (e apenas 6 na reserva). Sofrendo com a falta de renovação, os titulares da seleção italiana jogam em times de segunda categoria, como Udinese, Genoa, Fiorentina e Napoli.
Além disso, Marcello Lippi fez questão de deixar de fora alguns dos melhores jogadores do país, como Totti (que havia se aposentado da seleção após a conquista da Copa da Alemanha, mas recentemente disse estar disposto a voltar), Luca Toni (que, dispensado por Louis Van Gaal do Bayern, vinha recuperando a boa forma na Roma, e tem um histórico decisivo), Perrotta, Aquilani, Balotelli e Cassano (os dois últimos considerados "rebeldes", mas certamente talentosos).
Ao contrário do que aconteceu ontem com a Inglaterra de Fabio Cappello, as mudanças de Lippi na equipe italiana para o jogo decisivo não surtiram efeito, e o time parecia ainda mais apático que nas partidas anteriores. De Rossi, que, apesar de ser volante, vinha sendo o único responsável pelos raros lampejos de criatividade no meio de campo italiano, falhou feio numa saída de bola e deu de presente o primeiro gol da Eslováquia. A única jogada de perigo da Itália no primeiro tempo foi um quase gol contra do zagueiro eslovaco Skrtel.
No segundo tempo o jogo foi outro. Lippi fez três alterações, colocando em campo Quagliarella, o melhor da partida e autor do belíssimo segundo gol italiano, Maggio e, posteriormente, Pirlo, que voltava de contusão, mas a Itália ainda parecia satisfeita com o resultado. O primeiro chute a gol da azzurra saiu somente aos 10 minutos da segunda etapa, e o empate em 0 a 0 entre Paraguai e Nova Zelândia no outro jogo do grupo fazia com que a classificação italiana dependesse apenas de um gol.
Foi somente quando a Eslováquia ampliou a vantagem, em uma falha do zagueiro Chiellini (que, ironicamente, tinha sido, assim como De Rossi, o destaque do time nas duas partidas anteriores) que a Itália percebeu que precisaria jogar futebol para não passar vexame e ser eliminada ainda na primeira fase, sem uma vitória sequer. A partida ficou movimentada e Skrtel, que quase marcara contra, salvou um chute de Quagliarella em cima da linha. A partir daí, o jogo foi "lá e cá" até o apito final. A Itália marcou seu primeiro gol aos 35 minutos com Di Natale (o que ele estava fazendo na reserva, Lippi?!) e teve seu gol de empate (que a classificaria) anulado por impedimento, mas, logo depois, a Eslováquia marcou seu terceiro tento (em mais uma falha de De Rossi). Parecia o fim da Azzurra. Só que Quagliarella estava em campo e, com um chutaço de fora da área, encobriu o goleiro eslovaco e manteve a Itália viva, diminuindo a diferença para somente um gol. Os últimos cinco minutos foram eletrizantes, mas Pepe mandou pra fora a última bola do jogo e o placar final foi mesmo a vitória eslovaca.
Nem preciso dizer que foi impossível trocar de canal uma vez sequer para saber como andava o jogo entre Paraguai e Nova Zelândia (que, pelo placar final de 0 a 0, não deve mesmo ter sido grande coisa).
A eliminação das atuais campeã e vice-campeã do mundo ainda na primeira fase, e sem nenhuma vitória, evidencia o baixíssimo nível técnico da última Copa do Mundo, que só não foi pior que a Copa de 90. Só nos resta esperar que a Copa da África melhore a partir do mata-mata. Não aguento mais 1 a 0!
Em disparado, a melhor partida da Copa até agora. Um jogo com todos os ingredientes que o futebol pode oferecer, e que me fazem ser completamente apaixonada por esse esporte: mudanças contantes no placar, disputas acirradas de bola, gol salvo em cima da linha, impedimento duvidoso e chances de gol (e classificação) até o último minuto.
Quando foram sorteados os confrontos da Copa da África do Sul, no final do ano passado, eu só considerei dois times praticamente classificados, pela facilidade do grupo em que haviam caído: Argentina (que venceu sem problemas Nigéria, Coréia do Sul e Grécia) e Itália, que, a meu ver, passaria facilmente por Eslováquia e Nova Zelândia (com direito a goleada) e só teria dificuldades diante do Paraguai. Ledo engano. A Eslováquia, que se mostrava uma das equipes mais fracas do Mundial até hoje, enterrou o caixão italiano esta tarde, explicitando uma crise que, se na França já estava à mostra há bastante tempo, na Itália ainda estava camuflada pela áurea de tetracampeã.
Há algum tempo a Itália vem despencando no ranking da UEFA. A ponto de torcedores de Milan, Juventus, Roma e Fiorentina terem comemorado a vitória da Inter de Milão na final da Liga dos Campeões da UEFA desta temporada, que significou a manutenção de 4 vagas na competição para times italianos (caso o Bayern tivesse ganho, no tempo regulamentar ou nos pênaltis, a Alemanha teria "roubado" da Itália o direito de ter 4 times disputando a maior competição de clubes do mundo). No entanto, o melhor time da Itália, vencedor dos 5 últimos campeonatos italianos e, este ano, da tríplice coroa (Campeonato Italiano, Copa da Itália e Liga dos Campeões da UEFA), não tem um único jogador italiano titular (e apenas 6 na reserva). Sofrendo com a falta de renovação, os titulares da seleção italiana jogam em times de segunda categoria, como Udinese, Genoa, Fiorentina e Napoli.
Além disso, Marcello Lippi fez questão de deixar de fora alguns dos melhores jogadores do país, como Totti (que havia se aposentado da seleção após a conquista da Copa da Alemanha, mas recentemente disse estar disposto a voltar), Luca Toni (que, dispensado por Louis Van Gaal do Bayern, vinha recuperando a boa forma na Roma, e tem um histórico decisivo), Perrotta, Aquilani, Balotelli e Cassano (os dois últimos considerados "rebeldes", mas certamente talentosos).
Ao contrário do que aconteceu ontem com a Inglaterra de Fabio Cappello, as mudanças de Lippi na equipe italiana para o jogo decisivo não surtiram efeito, e o time parecia ainda mais apático que nas partidas anteriores. De Rossi, que, apesar de ser volante, vinha sendo o único responsável pelos raros lampejos de criatividade no meio de campo italiano, falhou feio numa saída de bola e deu de presente o primeiro gol da Eslováquia. A única jogada de perigo da Itália no primeiro tempo foi um quase gol contra do zagueiro eslovaco Skrtel.
No segundo tempo o jogo foi outro. Lippi fez três alterações, colocando em campo Quagliarella, o melhor da partida e autor do belíssimo segundo gol italiano, Maggio e, posteriormente, Pirlo, que voltava de contusão, mas a Itália ainda parecia satisfeita com o resultado. O primeiro chute a gol da azzurra saiu somente aos 10 minutos da segunda etapa, e o empate em 0 a 0 entre Paraguai e Nova Zelândia no outro jogo do grupo fazia com que a classificação italiana dependesse apenas de um gol.
Foi somente quando a Eslováquia ampliou a vantagem, em uma falha do zagueiro Chiellini (que, ironicamente, tinha sido, assim como De Rossi, o destaque do time nas duas partidas anteriores) que a Itália percebeu que precisaria jogar futebol para não passar vexame e ser eliminada ainda na primeira fase, sem uma vitória sequer. A partida ficou movimentada e Skrtel, que quase marcara contra, salvou um chute de Quagliarella em cima da linha. A partir daí, o jogo foi "lá e cá" até o apito final. A Itália marcou seu primeiro gol aos 35 minutos com Di Natale (o que ele estava fazendo na reserva, Lippi?!) e teve seu gol de empate (que a classificaria) anulado por impedimento, mas, logo depois, a Eslováquia marcou seu terceiro tento (em mais uma falha de De Rossi). Parecia o fim da Azzurra. Só que Quagliarella estava em campo e, com um chutaço de fora da área, encobriu o goleiro eslovaco e manteve a Itália viva, diminuindo a diferença para somente um gol. Os últimos cinco minutos foram eletrizantes, mas Pepe mandou pra fora a última bola do jogo e o placar final foi mesmo a vitória eslovaca.
Nem preciso dizer que foi impossível trocar de canal uma vez sequer para saber como andava o jogo entre Paraguai e Nova Zelândia (que, pelo placar final de 0 a 0, não deve mesmo ter sido grande coisa).
A eliminação das atuais campeã e vice-campeã do mundo ainda na primeira fase, e sem nenhuma vitória, evidencia o baixíssimo nível técnico da última Copa do Mundo, que só não foi pior que a Copa de 90. Só nos resta esperar que a Copa da África melhore a partir do mata-mata. Não aguento mais 1 a 0!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Rodada final da 1a fase II
Eslovênia x Inglaterra e EUA x Argélia
Optei por assistir o primeiro jogo, na esperança de finalmente ver uma boa apresentação do English Team. Mero engano... A Inglaterra melhorou, verdade seja dita. Melhorou muito. Mas ainda falta muito mais para se tornar o time que eu apontava como o favorito a conquistar este Mundial. As susbtituições do Capello fizeram efeito, mas a seleção inglesa continua jogando com 10 jogadores. Alguém sabe me dizer se o Frank Lampard ficou em Londres? Na verdade, nunca achei o Lampard grandes coisas. Extremamente superestimado. E vem jogando ainda menos na Copa. Desse jeito, a Inglaterra não passa das oitavas. Até pq, vai pegar a arquirrival Alemanha...
Outro que anda sumido em campo é Wayne Rooney. Hoje ele ainda teve alguns (poucos) lampejos do atacante que eu acreditava ser o único capaz de tirar de Messi o título de melhor jogador deste ano. Se não tivesse desperdiçado o segundo gol mais perdido do torneio...
Já a Eslovênia, apesar de ser uma equipe bem fraca tecnicamente, foi uma das mais agradáveis surpresas da Copa até agora. Não jogou nada demais, mas, ao menos, marcou seus adversários no campo de ataque, sempre tentando roubar a bola e armar uma jogada perigosa, apesar disso quase nunca se concretizar. É uma equipe bastante esforçada. E mostra à Suiça, à Grécia, à Argélia, a Camarões e a outros mais que ser um time ruim não significa necessariamente jogar retrancado, acabando com o nosso prazer de assistir futebol. É uma pena que tenha ficado de fora da 2a fase, mas perdeu sua vaga para os Estados Unidos aos 45 do segundo tempo, literalmente.
Vou ter que ver o VT de EUA x Argélia para poder comentar sobre o jogo, mas já adianto que considero a classificação americana bem justa. Em um grupo bastante equilibrado, como se mostrou o grupo C, os EUA realmente foram a melhor equipe. Mereciam a vitória contra a Eslovênia (que teria acontecido, não fosse a falta, o impedimento ou seja lá o que for que o juizinho ruim apitou) e enfrentaram o English Team de igual pra igual (o que não foi muito difícil diante do que mostrou a Inglaterra em seu jogo de estréia). O futebol dos EUA vem melhorando bastante nos últimos tempos, a ponto de o time ter vencido a Espanha e ter dado bastante trabalho ao Brasil na Copa das Confederações do ano passado. Como resultado, o primeiro lugar do grupo, escapando da Alemanha nas oitavas e com grandes chances de chegar até as semi-finais.
Gana x Alemanha e Austrália x Sérvia
Compromissos particulares me impediram de assistir o primeiro tempo de ambos os jogos. Quanto ao segundo, preferi o duelo Gana x Alemanha. O jogo também não foi excepcional, mas ficou um pouco mais emocionante nos últimos 5 minutos, quando a Sérvia diminuiu a diferença para a Austrália e, pela primeira vez, ameaçou a classificação ganense.
Segundo a minha mãe, Gana não sabe fazer gol. O que não deixa de ser verdade, visto que os únicos 2 tentos que marcou até agora foram de pênalti. No entanto, era o último time africano com chances de se classificar para a segunda fase (considero muito improvável que a Costa do Marfim marque mais gols que Portugal em cima da Coréia do Norte), o que me fez torcer pelos Estrela Negra. Sem Essien, grande estrela do time, ausente desde que rompeu os ligamentos do joelho na Copa Africana de Nações (em que Gana perdeu a final para o Egito, que nem se classificou para a Copa), os Estrela Negra jogaram apenas o suficiente para se classificarem e, assim como em 2006, se tornaram a única seleção africana a passar para a segunda fase. Torço para que eles aprendam logo a fazer gols.
A verdade é que a Alemanha não ofereceu muito perigo à defesa ganense, e continuo achando que se o goleiro Kingson tivesse ao menos esticado os braços poderia ter defendido o chute de Özil. De qualquer maneira, gostei do resultado: coloca Alemanha e Inglaterra frente a frente na próxima fase. A seleção germânica continua devendo o futebol que encantou o mundo na primeira rodada (contra a fraquíssima Austrália, é verdade). Espero que o (teoricamente) forte duelo das oitavas a obrigue a tirar seus coelhos da cartola.
Definidos os primeiros duelos da próxima fase.
Dentre Uruguai, Coréia do Sul, Estados Unidos e Gana, uma dessas seleções chegará às semi-finais. Ui! Mas Copa do Mundo é assim mesmo. Sempre tem um azarão intruso (Bulgária em 94, Croácia em 98, Turquia e Coréia do Sul em 2002...).
E dentre Argentina, Alemanha e Inglaterra, também apenas uma ficará entre as quatro melhores seleções do Mundial. Tadinho do México, que não deve romper este ano sua sina de ser eliminado nas oitavas.
Optei por assistir o primeiro jogo, na esperança de finalmente ver uma boa apresentação do English Team. Mero engano... A Inglaterra melhorou, verdade seja dita. Melhorou muito. Mas ainda falta muito mais para se tornar o time que eu apontava como o favorito a conquistar este Mundial. As susbtituições do Capello fizeram efeito, mas a seleção inglesa continua jogando com 10 jogadores. Alguém sabe me dizer se o Frank Lampard ficou em Londres? Na verdade, nunca achei o Lampard grandes coisas. Extremamente superestimado. E vem jogando ainda menos na Copa. Desse jeito, a Inglaterra não passa das oitavas. Até pq, vai pegar a arquirrival Alemanha...
Outro que anda sumido em campo é Wayne Rooney. Hoje ele ainda teve alguns (poucos) lampejos do atacante que eu acreditava ser o único capaz de tirar de Messi o título de melhor jogador deste ano. Se não tivesse desperdiçado o segundo gol mais perdido do torneio...
Já a Eslovênia, apesar de ser uma equipe bem fraca tecnicamente, foi uma das mais agradáveis surpresas da Copa até agora. Não jogou nada demais, mas, ao menos, marcou seus adversários no campo de ataque, sempre tentando roubar a bola e armar uma jogada perigosa, apesar disso quase nunca se concretizar. É uma equipe bastante esforçada. E mostra à Suiça, à Grécia, à Argélia, a Camarões e a outros mais que ser um time ruim não significa necessariamente jogar retrancado, acabando com o nosso prazer de assistir futebol. É uma pena que tenha ficado de fora da 2a fase, mas perdeu sua vaga para os Estados Unidos aos 45 do segundo tempo, literalmente.
Vou ter que ver o VT de EUA x Argélia para poder comentar sobre o jogo, mas já adianto que considero a classificação americana bem justa. Em um grupo bastante equilibrado, como se mostrou o grupo C, os EUA realmente foram a melhor equipe. Mereciam a vitória contra a Eslovênia (que teria acontecido, não fosse a falta, o impedimento ou seja lá o que for que o juizinho ruim apitou) e enfrentaram o English Team de igual pra igual (o que não foi muito difícil diante do que mostrou a Inglaterra em seu jogo de estréia). O futebol dos EUA vem melhorando bastante nos últimos tempos, a ponto de o time ter vencido a Espanha e ter dado bastante trabalho ao Brasil na Copa das Confederações do ano passado. Como resultado, o primeiro lugar do grupo, escapando da Alemanha nas oitavas e com grandes chances de chegar até as semi-finais.
Gana x Alemanha e Austrália x Sérvia
Compromissos particulares me impediram de assistir o primeiro tempo de ambos os jogos. Quanto ao segundo, preferi o duelo Gana x Alemanha. O jogo também não foi excepcional, mas ficou um pouco mais emocionante nos últimos 5 minutos, quando a Sérvia diminuiu a diferença para a Austrália e, pela primeira vez, ameaçou a classificação ganense.
Segundo a minha mãe, Gana não sabe fazer gol. O que não deixa de ser verdade, visto que os únicos 2 tentos que marcou até agora foram de pênalti. No entanto, era o último time africano com chances de se classificar para a segunda fase (considero muito improvável que a Costa do Marfim marque mais gols que Portugal em cima da Coréia do Norte), o que me fez torcer pelos Estrela Negra. Sem Essien, grande estrela do time, ausente desde que rompeu os ligamentos do joelho na Copa Africana de Nações (em que Gana perdeu a final para o Egito, que nem se classificou para a Copa), os Estrela Negra jogaram apenas o suficiente para se classificarem e, assim como em 2006, se tornaram a única seleção africana a passar para a segunda fase. Torço para que eles aprendam logo a fazer gols.
A verdade é que a Alemanha não ofereceu muito perigo à defesa ganense, e continuo achando que se o goleiro Kingson tivesse ao menos esticado os braços poderia ter defendido o chute de Özil. De qualquer maneira, gostei do resultado: coloca Alemanha e Inglaterra frente a frente na próxima fase. A seleção germânica continua devendo o futebol que encantou o mundo na primeira rodada (contra a fraquíssima Austrália, é verdade). Espero que o (teoricamente) forte duelo das oitavas a obrigue a tirar seus coelhos da cartola.
Definidos os primeiros duelos da próxima fase.
Dentre Uruguai, Coréia do Sul, Estados Unidos e Gana, uma dessas seleções chegará às semi-finais. Ui! Mas Copa do Mundo é assim mesmo. Sempre tem um azarão intruso (Bulgária em 94, Croácia em 98, Turquia e Coréia do Sul em 2002...).
E dentre Argentina, Alemanha e Inglaterra, também apenas uma ficará entre as quatro melhores seleções do Mundial. Tadinho do México, que não deve romper este ano sua sina de ser eliminado nas oitavas.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Rodada final da 1a fase I
Primeira leva de jogos: México x Uruguai e França x África do Sul.
O que poderia ser um "jogo de cumpadres", foi, na verdade, um show de bola. Pelo menos no primeiro tempo. Ambos os times correram bastante, sempre procurando o gol, mesmo que lhes faltasse um pouco de objetividade na finalização. Já o segundo tempo foi mais morno...
Mudei de canal pra ver a seleção anfitriã acabar com o que ainda restava da França. A África do Sul tem um time bem fraco, mas fez bonito em sua última partida na Copa. Teve diversas oportunidades de gol e chegou a abrir 2 a 0 sobre a vice-campeã do último mundial. Os Bafana Bafana se tornaram a primeira seleção anfitriã a ser eliminada na 1a fase da Copa, mas foram além do que a capacidade técnica do time poderia sugerir e, por isso, não devem se envergonhar nem um pouco.
Em compensação, os Bleus... Apesar da presença de nomes como Gourcouff, Ribéry, Evra e Henry (na reserva...), a França, em momento algum - nem na Eurocopa 2008, nem nas eliminatórias para a Copa do Mundo - demonstrou ter conjunto. E o que ainda havia de "time" no selecionado francês ruiu completamente ao longo desta competição. A França se despede da Copa do mesmo jeito que entrou: pela porta dos fundos. Agora é esperar que Laurent Blanc consiga devolver ao torcedor francês o orgulho pela seleção nacional. Vai ser um trabalho árduo...
Segunda leva de jogos: Grécia x Argentina e Nigéria x Coréia do Sul.
Qual jogo assistir? A Argentina de Messi, é claro. Mesmo repleta de reservas e contra um dos piores times que já disputou uma Copa do Mundo, sempre se espera um bom espetáculo de nossos hermanos.
Pois não é que a Argentina reserva de Maradona se mostrou mais burocrática que o Brasil titular de Dunga?! Afora alguns lances geniais (pleonasmo) de Messi, a Argentina pouco fez, e a Grécia (muito) menos ainda. O primeiro tempo foi de doer. Enquanto isso, Nigéria e Coréia pareciam disputar lance a lance a classificação. Não tive dúvidas e troquei de canal no intervalo. Pq não fiz isso antes?
Apesar do baixo nível técnico de ambas as equipes, o jogo entre Nigéria e Coréia foi bastante corrido, com diversas oportunidades de gol para os dois e, claro, diversos erros defensivos e finalizações bisonhas. Os nigerianos tiveram a classificação nas mãos, ou melhor, nos pés de Ayegbeni, q desperdiçou o gol mais feito da Copa até agora. Torci pelos nigerianos (tô achando q nenhuma equipe africana vai passar pra 2a fase), no entanto o time realmente precisa melhorar muito para merecer uma vaga nas oitavas. Não que a Coréia tenha feito melhor (o que foi o pênalti cometido pelo Kim Nam Il?!), mas, pelo menos, foi mais eficiente. Mesmo assim foi um bom jogo. Um dos melhores da competição até o presente momento. (Já reparam que as melhores partidas foram protagonizadas por seleções das quais não se esperava praticamente nada?).
Ê grupinho fácil esse em que caiu a Argentina, einh?! Não podem mais reclamar da nossa costumeira sorte nos sorteios da Fifa. Enquanto isso, o Uruguai agora tem o dever de passar às quartas-de-final.
O que poderia ser um "jogo de cumpadres", foi, na verdade, um show de bola. Pelo menos no primeiro tempo. Ambos os times correram bastante, sempre procurando o gol, mesmo que lhes faltasse um pouco de objetividade na finalização. Já o segundo tempo foi mais morno...
Mudei de canal pra ver a seleção anfitriã acabar com o que ainda restava da França. A África do Sul tem um time bem fraco, mas fez bonito em sua última partida na Copa. Teve diversas oportunidades de gol e chegou a abrir 2 a 0 sobre a vice-campeã do último mundial. Os Bafana Bafana se tornaram a primeira seleção anfitriã a ser eliminada na 1a fase da Copa, mas foram além do que a capacidade técnica do time poderia sugerir e, por isso, não devem se envergonhar nem um pouco.
Em compensação, os Bleus... Apesar da presença de nomes como Gourcouff, Ribéry, Evra e Henry (na reserva...), a França, em momento algum - nem na Eurocopa 2008, nem nas eliminatórias para a Copa do Mundo - demonstrou ter conjunto. E o que ainda havia de "time" no selecionado francês ruiu completamente ao longo desta competição. A França se despede da Copa do mesmo jeito que entrou: pela porta dos fundos. Agora é esperar que Laurent Blanc consiga devolver ao torcedor francês o orgulho pela seleção nacional. Vai ser um trabalho árduo...
Segunda leva de jogos: Grécia x Argentina e Nigéria x Coréia do Sul.
Qual jogo assistir? A Argentina de Messi, é claro. Mesmo repleta de reservas e contra um dos piores times que já disputou uma Copa do Mundo, sempre se espera um bom espetáculo de nossos hermanos.
Pois não é que a Argentina reserva de Maradona se mostrou mais burocrática que o Brasil titular de Dunga?! Afora alguns lances geniais (pleonasmo) de Messi, a Argentina pouco fez, e a Grécia (muito) menos ainda. O primeiro tempo foi de doer. Enquanto isso, Nigéria e Coréia pareciam disputar lance a lance a classificação. Não tive dúvidas e troquei de canal no intervalo. Pq não fiz isso antes?
Apesar do baixo nível técnico de ambas as equipes, o jogo entre Nigéria e Coréia foi bastante corrido, com diversas oportunidades de gol para os dois e, claro, diversos erros defensivos e finalizações bisonhas. Os nigerianos tiveram a classificação nas mãos, ou melhor, nos pés de Ayegbeni, q desperdiçou o gol mais feito da Copa até agora. Torci pelos nigerianos (tô achando q nenhuma equipe africana vai passar pra 2a fase), no entanto o time realmente precisa melhorar muito para merecer uma vaga nas oitavas. Não que a Coréia tenha feito melhor (o que foi o pênalti cometido pelo Kim Nam Il?!), mas, pelo menos, foi mais eficiente. Mesmo assim foi um bom jogo. Um dos melhores da competição até o presente momento. (Já reparam que as melhores partidas foram protagonizadas por seleções das quais não se esperava praticamente nada?).
Ê grupinho fácil esse em que caiu a Argentina, einh?! Não podem mais reclamar da nossa costumeira sorte nos sorteios da Fifa. Enquanto isso, o Uruguai agora tem o dever de passar às quartas-de-final.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Crônica de uma crise anunciada
Raymond Domenech nunca foi unanimidade no comando da seleção francesa de futebol. Desde q assumiu, colecionou desafetos, entre jogadores e jornalistas. É famoso por suas esquisitices, como o fato de não convocar jogadores do signo de escorpião. Segundo muitos, deveria ter deixado a seleção após a Copa de 2006, em que a França fez uma campanha pífia, mas acabou indo até a final, sagrando-se vice-campeã graças ao talento de Zidane e ao baixíssimo nível técnico do torneio, além, é claro, da freguesia do Brasil. Isso fez com que Domenech fosse mantido.
Na Eurocopa 2008, a França fez uma campanha pífia, terminando em último lugar em seu grupo, somando apenas um ponto, num empate em 0 a 0 com a Romênia, e sofrendo uma goleada de 4 a 1 perante a Holanda e perdendo também para a Itália. Mas nem esse vexame tirou Domenech do cargo. Se o clima já era ruim, ficou ainda pior. Dentro da seleção e entre o time e a imprensa e os torcedores, que nunca aprovaram totalmente a escolha do técnico.
Dando continuidade à má fase, A França penou para se classificar para a Copa. Só o fez na repescagem, graças a um (dois, na verdade) passe de Henry com a mão para o gol de Gallas. Pra completar, a França perdeu a posição de cabeça-de-chave no sorteio da Copa, em função de sua colocação ruim no ranking da Fifa.
A Federação Francesa de Futebol, então, finalmente percebeu que precisava de sangue novo, e, antes mesmo do início da Copa, anunciou a contratação de Laurent Blanc para assumir o cargo de Domenech após o Mundial. Se Domenech já era criticado, passou a ser ainda mais após a não convocação de Karim Benzema e Patrick Viera. Pra completar, os jogadores que foram convocados se reuniram para pedir que Thierry Henry fosse titular no lugar de Gouvou, o que não aconteceu. Pode-se, então, imaginar como era o clima na concentração francesa antes do início do Mundial.
Alguém ainda tinha dúvidas sobre o iminente fracasso da França na Copa? Eu só não esperava que a crise francesa fosse se tornar tão novelesca. Talvez sua única salvação fosse ter caído no grupo do Brasil. Mesmo com a França em frangalhos, o Brasil ainda parece tremer diante dos bleus.
Na Eurocopa 2008, a França fez uma campanha pífia, terminando em último lugar em seu grupo, somando apenas um ponto, num empate em 0 a 0 com a Romênia, e sofrendo uma goleada de 4 a 1 perante a Holanda e perdendo também para a Itália. Mas nem esse vexame tirou Domenech do cargo. Se o clima já era ruim, ficou ainda pior. Dentro da seleção e entre o time e a imprensa e os torcedores, que nunca aprovaram totalmente a escolha do técnico.
Dando continuidade à má fase, A França penou para se classificar para a Copa. Só o fez na repescagem, graças a um (dois, na verdade) passe de Henry com a mão para o gol de Gallas. Pra completar, a França perdeu a posição de cabeça-de-chave no sorteio da Copa, em função de sua colocação ruim no ranking da Fifa.
A Federação Francesa de Futebol, então, finalmente percebeu que precisava de sangue novo, e, antes mesmo do início da Copa, anunciou a contratação de Laurent Blanc para assumir o cargo de Domenech após o Mundial. Se Domenech já era criticado, passou a ser ainda mais após a não convocação de Karim Benzema e Patrick Viera. Pra completar, os jogadores que foram convocados se reuniram para pedir que Thierry Henry fosse titular no lugar de Gouvou, o que não aconteceu. Pode-se, então, imaginar como era o clima na concentração francesa antes do início do Mundial.
Alguém ainda tinha dúvidas sobre o iminente fracasso da França na Copa? Eu só não esperava que a crise francesa fosse se tornar tão novelesca. Talvez sua única salvação fosse ter caído no grupo do Brasil. Mesmo com a França em frangalhos, o Brasil ainda parece tremer diante dos bleus.
Duas rodadas
A Copa do Mundo já tem 2 rodadas completas. O saldo até agora:
Duas seleções já classificadas, nenhuma jogando o futebol que se espera delas: Holanda e Brasil.
Duas seleções já desclassificadas: Camarões e Coréia do Norte. Ambas jogaram exatamente aquilo que se esperava delas. Camarões pela desunião e confusão do grupo, que só perde para a bagunça francesa. Já sobre a Coréia, não podemos dizer que o gol que fizeram sobre o Brasil foi uma surpresa positiva por parte da seleção asiática, mas uma surpresa bem negativa da nossa seleção nacional.
França e África do Sul fazem amanhã o duelo dos desesperados (leia-se: virtualmente desclassificados). Vai ser um jogo no mínimo interessante: será que les bleus estão programando alguma "revolução"? Por outro lado, se México e Uruguai quiserem ambos escapar da Argentina, o duelo latino-americano tb promete ser bom. O México foi responsável por duas das melhores partidas até agora e tem jogado um futebol rápido e agradável de se ver.
Argentina ainda não encantou, mas vem fazendo sua parte. Por outro lado, os hermanos não podem mais abrir a boca para reclamar de Messi. O Pulga ainda não marcou, mas jogou muito bem nas duas partidas.
Antes de a Copa começar, eu apostava na Inglaterra: tem um bom meio de campo; jogadores de primeira linha, mas não tão badalados; um atacante excepcional, que vem de uma temporada quase perfeita; e um técnico extremamente competente, que consertou a bagunça deixada pelo seu antecessor e recuperou a moral do time durante as eliminatórias. No entanto, a falta de futebol apresentada pelo English Team até agora vem sendo uma das maiores decepções do torneio. Vai ter q fazer bem mais pra passar de fase e seguir adiante.
EUA e Eslovênia protagonizaram um dos melhores jogos até agora. São dois times que não apresentam nada demais, exceto uma vontade de fazer gol que parece faltar a boa parte das outras 30 seleções.
Quando a Alemanha joga como o Brasil, é pq há algo de muito errado no mundo do futebol. Depois da ótima estréia, a seleção germânica decepcionou contra a Sérvia, que, por sua vez, havia decepcionado contra Gana na 1a rodada. É uma 3a rodada que vale a pena acompanhar em duas tvs.
Já sobre a Itália, não podemos usar a palavra "decepção". O time que ganhou a última Copa já não era grandes coisas. Foi passando adiante aos trancos e barrancos (lembram do pênalti inexistente sobre a Austrália nas oitavas?). Ano passado, a Azzura foi a grande piada da Copa das Confederações. Sem Totti, Buffon, machucado, e com um Canavarro em péssima forma, não podíamos mesmo esperar grandes coisas. Além disso, falta à seleção italiana um centro-avante goleador (o que Di Natale, artilheiro da Série A, está fazendo no banco?!) Mas a Itália é sempre assim: segue adiante no sufoco e acaba chegando lá. Vamos esperar...
O Paraguai vem fazendo boa campanha, assim como os outros "coadjuvantes" sul-americanos: o Uruguai não vem jogando um bom futebol, mas está praticamente classificado. Já o Chile, fez duas ótimas partidas (que não fizeram jus aos placares de 1 a 0), mas ainda tem uma 3a rodada difícil.
Portugal aplicou hoje na Coréia do Norte o placar que se esperava da estréia do Brasil. Ok ok... a Coréia jogou mais aberta contra Portugal. Mesmo assim, o Brasil, mais pela tradição e menos pelo elenco atual, tinha obrigação de golear os norte-coreanos. Essa tarefa coube a Portugal, que, pelo saldo de gols, praticamente eliminou a Costa do Marfim, seleção que conta com os melhores jogadores africanos, mas que joga um futebolzinho feio que nem a Inglaterra fez nas últimas duas Copas sob o comando do Ericksson.
Cristiano Ronaldo vem jogando bem, mas o resto do elenco de Portugal é bem fraco. Fora o fato de q o time não tem centro-avante (um problema eterno dos tugas). Não deve ir muito longe.
Já a Espanha.. Ah, a Espanha. Perdeu na estréia, mas fez um excelente jogo contra a Suiça. Hoje, ganhou de apenas 2 a 0 de Honduras, mas, novamente, fez uma excelente partida. Podia ter sido 5 ou 6 a zero, não fosse o pênalti perdido pelo Villa e os gols feitos perdidos por Torres, Sérgio Ramos e pelo próprio Villa.
Que toque de bola! A Espanha pode não estar jogando o futebol mais eficiente, no que diz respeito ao placar, mas é a seleção que jogou melhor até agora. Jesus Navas, agora titular, dominou o lado direito do campo, juntamente com o zagueiro / lateral Sérgio Ramos, que hj parecia mais um ponta-direita. Xavi comandou o meio-campo sem nem sentir falta de Iniesta. Villa liderou o setor esquerdo do campo e foi o melhor jogador da partida, marcando (só) 2 gols. Niño Torres ainda está recuperando sua melhor forma e entrando em ritmo de jogo. Imagina como ele estará na 2a fase! Piqué comanda a zaga com maestria e faz com que nem nos demos conta de que joga ao lado de Puyol. E isso tudo com Fábregas e David Silva no banco! Muito medo da Espanha! Tomara q goleie o Chile, para que não tenhamos que nos encontrar logo nas oitavas.
Enquanto isso, o Brasil continua burocrático. Kaká voltou a jogar bem, mas ainda não o seu melhor, que, aliás, terá de esperar mais uma rodada para aparecer, já que o árbitro compensou a validação do (belíssimo) gol irregular do Luís Fabiano com a expulsão do nosso único meia criativo, por causa da encenação de Keita. Ao menos o Fabuloso saciou sua sede de gols. Maicon, a melhor dupla de zaga do mundo (Lúcio e Juan) e o goleirão Júlio César continuam sendo os destaques da seleção. De resto, não temos mesmo como esperar muito da maior reunião de volantes da Copa.
Pra mim, a seleção de Dunga não é favorita. Mas, assim como aconteceu na Copa América e na Copa das Confederações, costuma crescer ao longo da competição. E se superar nos momentos mais difíceis. Além disso, joga muito mal contra seleções fracas e retranqueiras, mas em geral faz boas partidas contra boas equipes. É a maior incógnita da Copa.
Duas seleções já classificadas, nenhuma jogando o futebol que se espera delas: Holanda e Brasil.
Duas seleções já desclassificadas: Camarões e Coréia do Norte. Ambas jogaram exatamente aquilo que se esperava delas. Camarões pela desunião e confusão do grupo, que só perde para a bagunça francesa. Já sobre a Coréia, não podemos dizer que o gol que fizeram sobre o Brasil foi uma surpresa positiva por parte da seleção asiática, mas uma surpresa bem negativa da nossa seleção nacional.
França e África do Sul fazem amanhã o duelo dos desesperados (leia-se: virtualmente desclassificados). Vai ser um jogo no mínimo interessante: será que les bleus estão programando alguma "revolução"? Por outro lado, se México e Uruguai quiserem ambos escapar da Argentina, o duelo latino-americano tb promete ser bom. O México foi responsável por duas das melhores partidas até agora e tem jogado um futebol rápido e agradável de se ver.
Argentina ainda não encantou, mas vem fazendo sua parte. Por outro lado, os hermanos não podem mais abrir a boca para reclamar de Messi. O Pulga ainda não marcou, mas jogou muito bem nas duas partidas.
Antes de a Copa começar, eu apostava na Inglaterra: tem um bom meio de campo; jogadores de primeira linha, mas não tão badalados; um atacante excepcional, que vem de uma temporada quase perfeita; e um técnico extremamente competente, que consertou a bagunça deixada pelo seu antecessor e recuperou a moral do time durante as eliminatórias. No entanto, a falta de futebol apresentada pelo English Team até agora vem sendo uma das maiores decepções do torneio. Vai ter q fazer bem mais pra passar de fase e seguir adiante.
EUA e Eslovênia protagonizaram um dos melhores jogos até agora. São dois times que não apresentam nada demais, exceto uma vontade de fazer gol que parece faltar a boa parte das outras 30 seleções.
Quando a Alemanha joga como o Brasil, é pq há algo de muito errado no mundo do futebol. Depois da ótima estréia, a seleção germânica decepcionou contra a Sérvia, que, por sua vez, havia decepcionado contra Gana na 1a rodada. É uma 3a rodada que vale a pena acompanhar em duas tvs.
Já sobre a Itália, não podemos usar a palavra "decepção". O time que ganhou a última Copa já não era grandes coisas. Foi passando adiante aos trancos e barrancos (lembram do pênalti inexistente sobre a Austrália nas oitavas?). Ano passado, a Azzura foi a grande piada da Copa das Confederações. Sem Totti, Buffon, machucado, e com um Canavarro em péssima forma, não podíamos mesmo esperar grandes coisas. Além disso, falta à seleção italiana um centro-avante goleador (o que Di Natale, artilheiro da Série A, está fazendo no banco?!) Mas a Itália é sempre assim: segue adiante no sufoco e acaba chegando lá. Vamos esperar...
O Paraguai vem fazendo boa campanha, assim como os outros "coadjuvantes" sul-americanos: o Uruguai não vem jogando um bom futebol, mas está praticamente classificado. Já o Chile, fez duas ótimas partidas (que não fizeram jus aos placares de 1 a 0), mas ainda tem uma 3a rodada difícil.
Portugal aplicou hoje na Coréia do Norte o placar que se esperava da estréia do Brasil. Ok ok... a Coréia jogou mais aberta contra Portugal. Mesmo assim, o Brasil, mais pela tradição e menos pelo elenco atual, tinha obrigação de golear os norte-coreanos. Essa tarefa coube a Portugal, que, pelo saldo de gols, praticamente eliminou a Costa do Marfim, seleção que conta com os melhores jogadores africanos, mas que joga um futebolzinho feio que nem a Inglaterra fez nas últimas duas Copas sob o comando do Ericksson.
Cristiano Ronaldo vem jogando bem, mas o resto do elenco de Portugal é bem fraco. Fora o fato de q o time não tem centro-avante (um problema eterno dos tugas). Não deve ir muito longe.
Já a Espanha.. Ah, a Espanha. Perdeu na estréia, mas fez um excelente jogo contra a Suiça. Hoje, ganhou de apenas 2 a 0 de Honduras, mas, novamente, fez uma excelente partida. Podia ter sido 5 ou 6 a zero, não fosse o pênalti perdido pelo Villa e os gols feitos perdidos por Torres, Sérgio Ramos e pelo próprio Villa.
Que toque de bola! A Espanha pode não estar jogando o futebol mais eficiente, no que diz respeito ao placar, mas é a seleção que jogou melhor até agora. Jesus Navas, agora titular, dominou o lado direito do campo, juntamente com o zagueiro / lateral Sérgio Ramos, que hj parecia mais um ponta-direita. Xavi comandou o meio-campo sem nem sentir falta de Iniesta. Villa liderou o setor esquerdo do campo e foi o melhor jogador da partida, marcando (só) 2 gols. Niño Torres ainda está recuperando sua melhor forma e entrando em ritmo de jogo. Imagina como ele estará na 2a fase! Piqué comanda a zaga com maestria e faz com que nem nos demos conta de que joga ao lado de Puyol. E isso tudo com Fábregas e David Silva no banco! Muito medo da Espanha! Tomara q goleie o Chile, para que não tenhamos que nos encontrar logo nas oitavas.
Enquanto isso, o Brasil continua burocrático. Kaká voltou a jogar bem, mas ainda não o seu melhor, que, aliás, terá de esperar mais uma rodada para aparecer, já que o árbitro compensou a validação do (belíssimo) gol irregular do Luís Fabiano com a expulsão do nosso único meia criativo, por causa da encenação de Keita. Ao menos o Fabuloso saciou sua sede de gols. Maicon, a melhor dupla de zaga do mundo (Lúcio e Juan) e o goleirão Júlio César continuam sendo os destaques da seleção. De resto, não temos mesmo como esperar muito da maior reunião de volantes da Copa.
Pra mim, a seleção de Dunga não é favorita. Mas, assim como aconteceu na Copa América e na Copa das Confederações, costuma crescer ao longo da competição. E se superar nos momentos mais difíceis. Além disso, joga muito mal contra seleções fracas e retranqueiras, mas em geral faz boas partidas contra boas equipes. É a maior incógnita da Copa.
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