quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paraguai 0 x 1 Espanha

Era pra ser a barbada das quartas de finais. No bolão, eu coloquei 3 a 0 pra Espanha. Sabia que o time sul-americano se fecharia, dificultado a chegada espanhola, mas eu não via como os paraguaios poderiam parar Xavi, Iniesta e Villa. Parar eles não pararam, mas desaceleraram bem. E ainda ofereceram perigo nos contra-ataques.
O início do jogo era de total domínio da Espanha, que tinha a posse de bola, mas nada conseguia criar, encurralada mela marcação paraguaia. A expectativa de goleada se transformou na expectativa de um dos jogos mais chatos da fase de mata-mata (não pior do que Paraguai x Japão pelas oitavas, é claro). O time paraguaio se fechou e marcava a saída de bola no campo do adversário, dando trabalho à Espanha, que não conseguia tocar a bola até o campo de ataque. Sendo uma equipe tecnicamente bastante inferior, o Paraguai não tinha outra alternativa. E a Espanha não encontrava alternativa de ataque.
Mas, no segundo tempo, para que o jogo não se tornasse um marasmo, chamaram o roteirista de Uruguai x Gana pra terminar a história da partida.
Casillas, que andava meio inseguro, defendeu um pênalti paraguaio para, em seguida, Xabi Alonso cobrar uma penalidade para a Espanha. Como Villa, o artilheiro rojo, já havia perdido um pênalti contra Honduras (além dos dois anteriores cobrados com a camisa da Fúria), Alonso tomou a frente. Acertou o chute, mas o juiz mandou repetir, já que tinha havido invasão da grande área. O meio-campista cobrou de novo (com nova invasão), mas Villar defendeu. No rebote, Fábregas ia pegando a bola, mas foi derrubado pelo goleiro. O juiz não teve coragem de assinalar o terceiro pênalti seguido, e deixou a bola correr.
O jogo teria voltado ao seu roteiro original, não fosse por Iniesta, que conseguiu uma brecha na defesa paraguaia. O armador espanhol poderia ter chutado pro gol, mas preferiu tocar para o jovem atacante do Barcelona, Pedro, que chutou na trave. No rebote, Villa não perdoou (sem que antes a bola batesse novamente na trave).
Como não poderia deixar de ser, os 10 minutos finais foram eletrizantes. O técnico paraguaio sacou um defensor para a entrada de um atacante, mas não houve mais alteração no placar. A Espanha jogaria a semifinal contra a Alemanha.

Villa foi decisivo novamente. Coisa que Torres (que passou por uma cirurgia pouco antes da Copa) não chegou nem perto de ser. O Barcelona, que contratou o artilheiro espanhol por 40 milhões de euros, deve estar dando graças a Deus por ter concluído a transação antes do Mundial. Agora, o atacante deve estar valendo no mínimo o dobro. Com a aquisição de Villa, o Barça se tornou o time de 6 dos 11 titulares espanhóis. Dos outros 5, 3 são do Real Madri, 1 do Liverpool e outro do Villareal.
Deve ser fácil treinar uma seleção em que 6 jogadores (5, se não contar Villa, que ainda não jogou pela equipe da Catalunha) jogam juntos o ano todo e vencem praticamente tudo que disputam. Percebe-se nitidamente o toque de bola do Barça na equipe roja. E, se o time blaugrana é um dos melhores do mundo (pra mim, O melhor), não poderíamos mesmo esperar pouco da seleção da Espanha.

Ah... e adoro a comemoração dos gols de Villa, saudando os torcedores, "à la toureiro". Acho de uma classe!

Um comentário:

  1. Pois é... esses espanhóis são de uma classe de dar inveja - e isso ficou claro nessa semifinal com a Alemanha: nenhum cartão no jogo!
    Agora quanto ao placar, acho que foi por conta do time ainda estar se encontrando, criando corpo e força... mesmo sendo quase todo mundo do Barça.

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